São mais de 1000 médicos voluntários; inciativa visa desafogar o sistema de saúde

Fundada pelos médicos Leandro Rubio (cardiologista), Raphael Brandão  (oncologista), pelo especialista em inovação digital Cristiano Kanashiro (da consultoria GO.K), e por Carlos Franchi Junior, executivo de tecnologia da informação, a plataforma Missão Covid conecta gratuitamente médicos voluntários a pessoas com dúvidas sobre o coronavírus ou que apresentem alguns sintomas e não sabem se devem ou não se dirigir ao hospital. Em atividade desde o dia 23 de março, a plataforma sem fins lucrativos, conta com 1070 médicos cadastrados, 51 mil pacientes atendidos, inclusive de brasileiros no exterior. Cerca de 15% dos pacientes são encaminhados para uma unidade de saúde. A iniciativa não tem fins lucrativos e busca mais médicos voluntários para auxiliar nos atendimentos.

“Obviamente que se o paciente apresentar sinais e sintomas que indiquem avaliação médica presencial, ele será orientado a ir ao hospital”, explica o Dr. Leandro Rubio. “Já atendemos brasileiros na Austrália, Estados Unidos e Europa. Até o momento atendemos brasileiros em 64 países”, diz Rubio. “A estrutura de saúde em outros países é extremamente cara ou não está dando o suporte necessário para a situação. Também atendemos muitos pacientes dos grupos de risco que estão totalmente isolados”, completa.

A orientação médica por telemedicina visa não sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde pública e particular durante a pandemia do coronavírus, por isso é realizada de forma remota e virtual. No dia 16 de abril, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que estabelece a utilização da telemedicina durante a pandemia de coronavírus (Lei 13.989). A nova lei, permite o uso da tecnologia para realização de atendimento médico sem necessidade de proximidade física com o paciente. A decisão vale em caráter excepcional e enquanto durar o combate à epidemia de COVID-19.

Segundo o médico, são nesses momentos de crise que a colaboração e a humanização fazem toda a diferença. “Nós queremos e vamos entregar assistência e impactar a saúde do nosso país nesse momento tão importante”, conclui. Sobre os bots online que realizam testes em que a pessoa pode checar se está ou não com o novo coronavírus, Rubio afirma que eles não são atestados por nenhum estudo ou instituição. “Além disso, nada substitui o contato humano”, diz.

“Estamos utilizando um projeto de inovação para diminuir o impacto no sistema de saúde brasileiro. Temos uma grande missão voluntária e humanitária de ajudar a população brasileira, por isso focamos todo o nosso time no funcionamento dessa plataforma nas últimas semanas”, completa Cristiano Kanashiro, CEO da GO.K.