Segundo dados do IBGE, a indústria brasileira registrou elevação de 0,2% em janeiro comparativamente ao mês anterior, na série com dados dessazonalizados, após dois recuos consecutivos (-0,1% em novembro e -0,8% em dezembro). Na comparação com janeiro de 2010, houve uma alta da produção industrial de 2,5%. No acumulado dos últimos 12 meses frente a igual período imediatamente anterior, a produção industrial apresentou um avanço de 9,4%, registrando uma clara desaceleração, visto que em dezembro, essa variação foi de +10,4%.
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Dentre as categorias de uso, a de bens de consumo duráveis apresentou, frente a dezembro de 2010 na série livre de efeitos sazonais, a maior alta na produção industrial: crescimento de 6,0% – elevação bastante superior à média da indústria geral (0,2%). Importante destacar também a evolução da produção de bens de capital, que registrou expansão 1,8%. Os bens semi e não duráveis também registraram acréscimo, porém de menor magnitude (0,3%). A categoria bens intermediários, por sua vez, registrou recuo de 0,4%.
Na comparação mensal (mês/mesmo mês do ano anterior), todas as categorias de uso obtiveram um desempenho positivo em janeiro. Nessa comparação, a categoria de maior variação foi bens de capital, que assinalou crescimento de 9,1%. Na seqüência, aparecem bens de consumo duráveis (6,1%), bens intermediários (0,9%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,8%).
No acumulado nos últimos 12 meses, as taxas positivas continuam a persistir, porém em menor intensidade que os meses anteriores. Dessa forma, o segmento bens de capital apresentou o melhor resultado dentre as categorias, com alta de 20,4%, comparativamente ao crescimento de 20,8% de dezembro. Nessa mesma comparação, as demais categorias de uso tiveram os seguintes resultados: bens intermediários (de 11,4% em novembro para 9,9% em dezembro), bens duráveis (de 10,3% para 8,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (de 5,2% para 4,8%).
Em comparação a dezembro de 2010, com dados dessazonalizados, foi verificado aumento no nível de produção em 15 dos 27 ramos produtivos contemplados na pesquisa. Os maiores destaques foram: Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (35,5%), farmacêutica (5,4%), metalurgia básica (5,3%), diversos (4,4%) e vestuário e acessórios (3,4%). Entre as atividades que reduziram a produção na passagem de dezembro para janeiro, os destaques foram: Equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-5,8%), fumo (-3,7%) e veículos automotores (-3,2%)
Na variação observada no confronto entre janeiro de 2011 e janeiro de 2010, a indústria geral acusou aumento no nível de produção de 2,5%. Nessa comparação, em 15 dos 27 setores pesquisados foi verificado avanço da produção industrial. Das atividades que registraram avanço de produção destacaram-se: veículos automotores (8,2%), máquinas e equipamentos (7,0%), indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (11,8%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (14,8%) e farmacêutica (7,4%). Entre os oito ramos que apontaram queda, as principais pressões vieram de têxtil (-11,6%), bebidas (-4,5%), produtos de metal (-5,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (-2,3%).
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