Sempre olhando o futuro, a Genzyme, uma empresa do Grupo Sanofi, está ampliando a capacidade de produção do Fabrazyme (Agalsidase Beta), medicação utilizada para tratamento da Doença de Fabry.

A patologia é rara e possui origem genética, comprometendo severamente o funcionamento de rins, coração e cérebro. No Brasil, cerca de 400 pessoas estão diagnosticadas e, aproximadamente, 250 recebem algum tipo de terapia de reposição enzimática. De acordo com o diretor médico da Genzyme, dr. Kennedy Kirk, o investimento de US$ 80 milhões (em torno de R$ 184 milhões) destina-se a atender a demanda global dos próximos anos.

“A capacidade atual de produção é suficiente para atender à demanda global. No entanto, esperamos que ela cresça no futuro, quando se prevê a identificação de mais pacientes e do crescimento dos mercados em que atuamos”, diz Kirk.

A nova planta industrial fica na cidade de Framingham, Massachusetts (EUA). Ela está instalada ao lado da atual fábrica e vai expandir significativamente a produção no decorrer dos próximos anos. “O Brasil é um mercado muito importante para a Genzyme. Além de atender à demanda mundial e nacional da Doença de Fabry, realizamos conferências internacionais de enfermidades raras, a exemplo da Conferência de Gaucher e doenças ósseas, no Rio de Janeiro, no começo do ano”, conta o diretor médico.