A implantação de sistemas universais de saúde pública foi a principal discussão do Fórum Social Mundial da Saúde (FSMS), que começou ontem em Belém. Os debates ocorrem até terça-feira (27), quando inicia a nona edição do Fórum Social Mundial.
Durante a abertura, os organizadores do evento lembraram a necessidade de ir além dos debates e discussões e chegar a proposições de ações para mudar a saúde pública. Para Armando Negri, presidente do comitê-executivo do FSMS, a crise econômica mundial pode afetar ainda mais o acesso da população ao atendimento de saúde.
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“Diante dessa crise estrutural do neoliberalismo, temos que fazer outras opções do ponto de vista do desenvolvimento e parte integral disso é reafirmar a luta pelo direito a sistemas universais e integrais em que todas as pessoas tem acesso ao que necessitam no campo da saúde sem que isso seja mediado pela sua inserção no mercado de trabalho”, defendeu.
Durante a abertura, foi realizado um ritual xamânico de harmonização por um participante da Gutemala. A coordenadora do Movimento para a Saúde dos Povos, Maria Zuniga, da Nicarágua, o modelo neoliberal vive um “momento crítico” e cabe aos movimentos sociais pensar em alternativas.
“Temos que trabalhar para criar uma consciência na população sobre o direito à saúde. A saúde não é só ter um médico, remédios ou poder fazer uma consulta. Para nós o conceito de saúde é poder viver bem. O que queremos compartilhar com os movimentos aqui representados é o direito fundamental do bem-estar e não depender da indústria da saúde”, criticou.
Hoje os participantes fazem um ato político em defesa dos sistemas de saúde universais. Durante a atividade, está prevista a participação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
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