O Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), da Fundação Oswaldo Cruz, em Belo Horizonte, irá receber US$ 1,2 milhão dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, para desenvolver o banco de dados genômico do Schistosoma mansoni. Os recursos serão repassados em um período de cinco anos, por meio do Centro Internacional Fogarty. Segundo o CPqRR, o dinheiro será utilizado na capacitação e na de infra-estrutura para criar um banco de dados, disponível pela internet, para pesquisadores de todo o mundo, com informações sobre dados genômicos e pós-genômicos do agente etiológico da esquistossomose.
De acordo com o coordenador do projeto no Brasil e pesquisador do CPqRR, Guilherme Oliveira, o banco de dados permitirá pesquisas simples ou complexas e ainda possibilitará que especialistas acrescentem novas informações sobre o assunto. O banco contara´com dados de estudos desenvolvidos em todo o mundo sobre o Schistosoma mansoni, inclusive os gerados por membros da Rede do Genoma do Schistosoma, grupo que congrega pesquisadores da área genômica de todo o mundo. O coordenador do projeto acredita que até julho deste ano a primeira versão do banco de dados já estará disponível pela internet.
Segundo Oliveira, grande parte dos recursos do NIH será aplicada diretamente no Brasil na estruturação do projeto e em treinamentos. O restante será utilizado na parceria com a Universidade da Geórgia para promover o treinamento de pesquisadores do CPqRR no exterior.
A montagem da infra-estrutura para execução do projeto está quase concluída. A equipe adquiriu o primeiro grande computador servidor e várias estações de trabalho. Foram investidos também cerca de US$ 3 mil dólares na aquisição de livros e periódicos, inclusive títulos não-disponíveis no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Tags