Um estudo conduzido pela Fundação Nacional de Educação e Treinamento Ambiental, dos Estados Unidos, revelou que há várias falhas no sistema de preparação de médicos pediatras e enfermeiras que precisam lidar com contaminações ambientais. Segundo informações da Agência Fapesp, um grupo formado por profissionais de saúde e de educação, que contou com representantes de diversas instituições de pesquisas, avaliou os sistemas de educação vigentes no país e seus respectivos currículos, desde os cursos técnicos até os programas de formação continuada feitos normalmente após a graduação.
Com base nos resultados do levantamento, os especialistas fizeram uma série de recomendações. Uma delas consiste em verificar quais seriam os canais mais indicados para fazer a divulgação de um programa de educação ambiental para médicos e enfermeiras. Entidades como a Academia Norte-americana de Pediatras e as Faculdades de Práticas Pediátricas para Enfermagem foram consideradas as mais indicadas para o programa.
Além disso, segundo os pesquisadores, o governo norte-americano também deveria investir mais na questão. Poucos são os médicos, como mostrou a pesquisa, que perguntam a seus pacientes se estiveram expostos a algum tipo de contaminante ambiental nos meses anteriores a uma consulta.
Os índices de doenças infantis monitoradas nos Estados Unidos, relacionados à exposição a algum veneno ou mesmo a ambientes com contaminação do ar, estão em níveis elevados. Os custos anuais com envenenamento, asma e câncer chegam à casa dos bilhões de dólares aos cofres públicos, alertam os responsáveis pela pesquisa, publicada na edição de dezembro do periódico Environmental Health Perspectives.