Segundo dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, a taxa de desocupação, no conjunto das regiões metropolitanas investigadas pela pesquisa (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre), ficou em 6,1% em outubro de 2010. Tal taxa apresentou queda de 0,1 p.p na passagem de setembro para outubro. Já na comparação com o mês de outrubro de 2009, a taxa de desocupação apresentou redução de 1,4 p.p.. No acumulado no ano até outubro frente a igual período de 2009, a média da taxa de desocupação registrou queda de 1,3 p.p..
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Do ponto de vista regional, nota-se que todas as regiões metropolitanas (com exceção do Rio de Janeiro) apresentaram queda na taxa de desocupação em outubro deste ano com relação a outubro de 2009. As quedas mais expressivas ocorreram nas regiões de Recife (-1,5 p.p), São Paulo (-2,7 p.p.) e Porto Alegre (-1,4 p.p.). No acumulado no ano, a taxa de desocupação manteve-se constante em Salvador ao passo que São Paulo e Recife registraram as maiores quedas, 2,1 p.p. e 1,2 p.p., respectivamente.
Em outubro, a população economicamente ativa (PEA) foi estimada em 41,44 milhões de pessoas, o que representa estabilidade em relação ao mês de setembro. A região metropolitana de Porto Alegre (0,4%) foi a que registrou maior incremento na PEA na passagem de setembro para outubro ao passo que a região de Recife registrou a maior queda (-0,4%) nesse mesmo período.
Já a população ocupada (PO) foi estimada em 22,3 milhões de pessoas, o que indica crescimento de 0,3% na passagem de setembro para outubro. Contribuíram para tal crescimento as regiões metropolitanas de Porto Alegre e São Paulo, que registraram crescimento da população ocupada de 1,6% e 0,8%, respectivamente. A população desocupada, por sua vez, registrou queda de 2,4% em relação ao mês anterior. Contribuíram significativamente para tal queda as regiões metropolitanas de Recife (10,1%), Porto Alegre (9,9%) e São Paulo (6,0%).
Posição na Ocupação. No mês de setembro, os 22,347 milhões de ocupados distribuíram-se majoritariamente em trabalhadores com carteira assinada (11,3 milhões), trabalhadores por conta própria (4 milhões) e empregados sem carteira assinada (4 milhões). Na comparação mensal, o crescimento de 0,3% da população ocupada em outubro foi influenciado pelo aumento de 1,3% trabalhadores por conta própria. Por outro lado, Trabalhadores não remunerados, empregadoras e empregados com carteira própria obtiveram queda de (5,5%), (0,5%) e (0,1%) respectivamente. No acumulado entre janeiro e outubro de 2010, os empregados com carteira assinada apresentaram o maior incremento (6,6%). Apresentaram também crescimento os empregadores (2,6%) e os trabalhadores por conta própria (1,7%).
Setores. Setorialmente, apresentaram desempenho mais expressivo na passagem de setembro para outubro os seguintes segmentos: Comércio e reparação de veículos (2,5%), serviços domésticos e indústria extrativa, ambas com (0,9%). Por sua vez, os setores da intermediação financeira e construção apresentaram queda de 1,3% e 0,7%, respectivamente. Na comparação entre outubro de 2010 e outubro de 2009, os destaques foram os crescimentos de Serviços (8,2%), administração pública (7,4%), Outras atividades (6,6%), da intermediação financeira (4,7%), da indústria extrativa (2,5%), comércio e reparação de veículos (2,3%) e da construção civil (1,5%). O único setor que registrou queda foi o de serviços domésticos (5,1%). No acumulado no ano, as variações mais significativas provieram de construção (7,0%), intermediação financeira (4,5%) e indústria extrativa (3,6%).
Rendimento Médio Real. O rendimento médio real dos trabalhadores, considerando as seis regiões metropolitanas (R$ 1515,40) cresceu 1,1% em relação ao mês de setembro e 3,4% entre janeiro e outubro. O crescimento em relação ao mês de setembro foi impulsionado pela alta do rendimento nas regiões do Salvador/Recife, ambas com (3,6%), Rio de Janeiro (2,0%), São Paulo (0,6%). Frente a outubro do ano passado, todas as regiões tiveram alta: Recife (23,6%), Rio de Janeiro (12,2%), Belo Horizonte (9,4%), Porto Alegre (7,7%), Salvador (7,5%) e São Paulo (3,0%).
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