O mês de dezembro se inicia com uma campanha marcante: o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 01 de dezembro. Voltada para a conscientização desde os anos 80, a campanha mobiliza milhares de pessoas ao redor do mundo na luta contra o vírus HIV.

O vírus HIV (do inglês – humanimmuno deficiency virus) ataca o sistema imunológico gerando a imunodeficiência. A infecção causada por esse vírus deixa o infectado vulnerável a contrair outras doenças infecciosas. Atualmente há mais relatos da infecção entre homens do que mulheres.

A UNAIDS (Joint United Nations Programon HIV/Aids), programa das Nações Unidas criado para ajuda e combate à epidemia, divulgou um relatório esta semana que aponta diminuição em 33% de novas infecções pelo HIV desde 2001. O mesmo relatório descreve que desde 2005 observa-se a redução de óbitos causados por Aids em adultos e crianças em 29%.

Segundo o último Boletim Epidemiológico divulgado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil tem 656.701 mil casos registrados da AIDS. Em 2011 foram notificados 38.776 casos da doença, cerca de 20,2 casos por 100 mil habitantes. Lembrando que o maior número de casos acumulados concentra-se na região Sudeste (56%).

O Distrito Federal apresenta baixa incidência da doença em comparação com outros estados, ocupando o 26º lugar no hanking entre estados e DF no Brasil. No entanto, os casos confirmados no DF têm aumentado entre jovens, principalmente entre homossexuais.

O governo brasileiro tem fortalecido essa campanha para incentivar entre os jovens o uso de preservativos e conscientizá-los a tornar um hábito. O uso do método cresceu cerca de 45% de 2010 para 2011, com isso a taxa de mortalidade resultante dessa infecção obteve um queda de aproximadamente 12%, segundo o Ministério da Saúde.

Estes dados alarmantes podem ser amenizados através do conhecimento das medidas de prevenção, que devem ser expandidas com maior intensidade na população adolescente, principalmente em escolas públicas, objetivando minimizar a ocorrência de novos casos entre adolescentes.

Dra. Luciana Lara, infectologista do Hospital Daher, afirma que hoje, com maiores evidências científicas, o tratamento precoce do HIV é uma importante arma na atuação contra a doença, modificando significativamente a evolução da AIDS, aumentando a sobrevida, com maior qualidade de vida ao paciente e diminuindo o óbito precoce.