A 18ª edição do Congresso Brasileiro de Cancerologia, realizado em Curitiba no mês de outubro, evidenciou que a Capital Federal possui uma das práticas a serem disseminadas na assistência oncológica brasileira. Entre os mais de 600 trabalhos científicos inscritos no evento, o Centro de Câncer de Brasília posicionou a pesquisa “Avaliação de Distress e Qualidade de Serviço em Oncologia” entre as quatro melhores. “Celebramos o reconhecimento e, especialmente, o fato de sermos o único serviço privado laureado”, destaca o cancerologista Murilo Buso, um dos autores do estudo. A avaliação do distress, considerado o sexto sinal vital a ser monitorado no paciente oncológico, é padrão ouro em todo o mundo. No Brasil, até então não havia evidência de que o protocolo de avaliação proposto pela National Comprehensive Cancer Network (NCCN) em 1997 fizesse parte da rotina de algum centro especializado ou hospital que assiste pacientes com câncer.

O Termômetro – A psicóloga Cristiane Decat, cuja tese de mestrado na UnB trata do tema, traduziu e validou a ferramenta intitulada “Termômetro de Distress” e inseriu-a na rotina do Centro de Câncer de Brasília. “O objetivo foi oferecer um método de diagnóstico diferencial para, com isso, atuar de maneira preventiva na redução ou na eliminação de possíveis transtornos psiquiátricos e facilitar a rotina clínica”, comenta a especialista. Estudos mostram que apenas 5% dos pacientes solicitam ajuda terapêutica.