Durante esta época do ano, as viagens com as crianças são mais frequentes. Porém, os pais devem tomar alguns cuidados ao alterar a rotina dos pequenos, principalmente se forem recém-nascidos. Dra. Isabela Pires, pediatra do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que os bebês precisam de atenção redobrada nas viagens, por saírem do conforto de casa e dos horários habituais.
Além disso, a médica ressalta que o primeiro passo para uma viagem segura é entender as limitações da criança. “Bebês recém-nascidos devem ficar em casa, ou seja, até um ano de vida o ideal é ficar aos cuidados dos pais. Mas se a saída for inevitável, o recomendado é que passeios mais longos sejam feitos após os dois meses, quando os bebês já tomaram algumas vacinas fundamentais”, alerta a especialista.
Outro fator importante a ser analisado é a condição climática do local. “A exposição ao sol deve ser controlada. O uso de protetor solar só é permitido para bebês com mais de seis meses de vida. É importante lembrar que o cosmético utilizado deve ser especializado para cada faixa etária. Ou seja, antes dos dois anos, o protetor deve ser indicado para bebês, após esta idade deve ser usada a versão para crianças”, enfatiza. A médica destaca que antes desta idade a proteção contra o sol deve ser apenas respeitar os horários indicados pelo pediatra e evitar excessos de exposição.
Contudo, a médica garante que o clima não é uma restrição para viajar com crianças. “Nem o frio e nem o calor são motivos para cancelar a viagem com os pequenos. Os pais devem se atentar ao uso de roupas adequadas para cada temperatura e respeitar os horários de exposição ao sol”, acrescenta.
A especialista reforça, ainda, a importância de conversar com o pediatra antes das viagens, para que ele possa indicar os medicamentos recomendados para o passeio. “O kit de emergência, geralmente, é composto por medicação para vômito, soro de hidratação oral, remédio para febre e queimaduras solares. Mas cuidado! Toda medicação deve ser indicada pelo médico e o uso deve ser controlado pelos pais, para que não haja superdosagem”, informa.
Viajar de carro ou de avião?
Dra. Isabela Pires, pediatra do Hospital Santa Luzia, afirma que não tem nenhuma restrição ao transporte utilizado, apenas dá algumas dicas para garantir o conforto dos bebês. “Viagens de carro tendem a ser mais tranquilas, pois os pais têm como parar o carro quando for preciso. A única exigência é a utilização do bebê conforto ou da cadeirinha adequada à idade da criança, conforme a lei prevê”, completa.
Já em viagens de avião a pressão do ar pode causar incômodo e até mesmo dor de ouvido. “Não são todas as crianças que têm problemas com a pressão no ouvido. Mas, para evitar este mal estar, dê algo para ela mastigar quando o avião for pousar. Se for um bebê, dê algo para ele sugar”, sugere a médica. A especialista lembra, ainda, que é importante avisar a companhia aérea sobre a idade do bebê, para que eles preparem um assento preferencial.