“Fui dormir astronauta e acordei médico”. A primeira resposta de Guilherme Cantuária revela a personalidade bem-humorada. Filho do professor de medicina da UnB A. A. Cantuária, o brasiliense não foi à lua como sonhava quando criança, mas foi longe: integra o ranking Best Doctors of America. Aos 41 anos, dirige o serviço de Gineco-Oncologia do Presbyterian Hospital, em Charlotte, Carolina do Norte. A entidade, composta por duas unidades que somam mais de 600 leitos, é referência nos Estados Unidos. Além disso, está certificada para a realização de procedimentos cirúrgicos com o robô Da Vinci, avançada tecnologia empregada na realização de cirurgias minimamente invasivas e de alta precisão. Com dedicação integral à oncologia, Guilherme Cantuária possui doutorado em Ciências da Saúde pela UnB, atua como investigador principal do Gynecologic Oncology Group (GOG), organização americana que atua no controle da qualidade e da integridade de pesquisas clínicas em seu segmento. Atuar no combate ao câncer de ovário é um dos desafios do médico. “Cerca de 70% dos diagnósticos ocorrem quando a doença já atingiu os estágios 3 e 4”, revela. Apesar disso, Dr. Guilherme é categórico quanto à suposta ausência de sintomas: “embora a doença seja conhecida como silent killer, é mais comum a ausência de atenção por parte da paciente do que a falta de sintomas propriamente ditos”. Náuseas e distensão abdominal figuram como alguns dos sinais de alerta.