Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, descobriram uma categoria de distrofia muscular. O tipo, que recebeu o nome de zaspopatia, desenvolve-se após os 40 anos e causa danos a nervos e músculos cardíacos e fraqueza dos músculos dos membros. Não há até o momento cura para a distrofia muscular, um grupo de doenças genéticas caracterizado pela degeneração dos músculos e fraqueza progressiva. Embora ainda esteja longe de representar a cura, os cientistas norte-americanos acreditam que o novo estudo possa ajudar a aumentar a compreensão sobre a doença e o papel desempenhado pelos genes.
De acordo com a Agência Fapesp, os pesquisadores deram à doença que acaba de ser identificada o nome de zaspopatia em virtude do gene conhecido como zasp. Eles descobriram que qualquer uma das três mutações no gene que fornece as instruções para criar a proteína zasp pode causar a doença.
Os genes envolvidos na zaspopatia são transmitidos aos descendentes de modo dominante. Isso significa que uma criança desenvolverá esse tipo de distrofia ao herdar uma cópia do gene mutante de um dos pais.
Os resultados do estudo estão sendo publicados na edição de janeiro do periódico Annals of Neurology.
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