Em relatório divulgado nesta quinta-feira (14), a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem de doenças tropicais. “Embora os esforços globais para controlá-las tenham melhorado, elas ainda ameaçam milhões de pessoas, advertiu a OMS”.
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Alguns exemplos são Mal de Chagas (muito presente na América Latina) e da elefantíase, que prevalecem em alguns países, sobretudo nos mais pobres, e pioram a qualidade de vida de seus habitantes.
De acordo com o relatório, são necessários esforços globais para controlar essas doenças “ocultas”, como é o caso do verme da Guiné (“dracunculiasis”), da hanseníase e da elefantíase, entre muitas outras.
Um dos casos mais favoráveis dos últimos anos foi a quase erradicação da doença conhecida como “verme da Guiné” – abundante na África do Norte e Equatorial, causadora de úlceras muito dolorosas – graças à atenção prestada pelos governos, doadores e ONGs.
“Desde 1989, o número de casos dessa doença caiu de 829.055 em 12 países para 3.190 em quatro países em 2009, uma queda de mais de 99%”, diz a OMS, que espera que esse progresso sirva de exemplo para a luta contra outras doenças também esquecidas.
A OMS propõe a prevenção, o controle, o fornecimento de água potável e a saúde pública como formas para combater essas doenças, cujo desconhecimento e desatenção por parte da saúde pública elevam os custos dos tratamentos e os torna ainda mais inacessíveis.
Para ilustrar a falta de acesso aos remédios, o relatório mostra que a soma da ausência trabalhista e das mortes decorrentes do Mal de Chagas na América Latina custam US$ 1,2 bilhão à região, um frio reflexo derivado da desatenção médica aos pacientes.
Para melhorar os tratamentos, torná-los mais acessíveis e baratear seus custos, a OMS recomenda “iniciar pesquisas para desenvolver novos remédios e diagnósticos que sejam acessíveis a todos os afetados por essas doenças desatendidas”.
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