Nos meses de agosto e setembro, com o frio, os casos de catapora aumentam por causa da aglomeração das pessoas em ambientes fechados, o que torna comum o registro entre estudantes. Mas, se você pensa que as crianças são as únicas na linha de risco para a doença, está enganado. Estima-se que no Brasil, de 20% a 30% das pessoas com idade entre 15 e 24 anos, e 10% daquelas com mais de 25, ainda não tenham contraído catapora.

“No adulto a doença tende a ser mais grave, com uma taxa de letalidade 15 a 40 vezes maior que a verificada entre crianças saudáveis. Além disso, quando ocorre em gestantes, implica em alto risco também para o feto”, alerta a pediatra, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) e diretora-médica da Urgências Médico-Escolares (URMES), Isabella Ballalai.

A vacina é a forma mais eficaz de prevenção, entretanto, o índice de vacinação, principalmente de adolescentes, ainda é baixo. Contribuem para esse quadro a falta de prescrição e informação, o medo da injeção ou de “pegar a doença” e o fato de a vacina ainda não estar disponível na rede pública de saúde. E este é um descuido que pode sair caro.

“A catapora é uma importante causa de absenteísmo, o que aumenta o impacto econômico da doença. No caso da catapora benigna, por exemplo, o doente perde pelo menos dez dias de aula ou trabalho, e nos casos mais graves, pode sofrer dor física, desconforto, trauma, sequelas permanentes ou mesmo a morte”, avalia Isabella Ballalai.