A Bayer HealthCare Pharmaceuticals apresentou nesta sexta-feira (29) o novo medicamento meio de contraste para exames de ressonância magnética chamado Gadovist (gadobutrol). Ainda inédito no Brasil, segundo a empresa, o produto possui alto desempenho para diagnósticos precoce de doenças neurológicas como esclerose múltipla (EM) e metástases de tumores cerebrais. O anúncio de lançamento foi feito durante a Jornada Paulista de Radiologia 2011 (JPR), em São Paulo.
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Já em uso na Europa desde 1998 e sendo utilizado em 45% dos hospitais espanhóis, o produto foi classificado de baixo risco pelo órgão regulatório americano FDA (Food and Drug Administration) e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O diretor da unidade de Diagnósticos por Imagem, David García, afirma que o O Gadovist já se encontra em uso em vários Estados do País – como Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
“A Bayer se posiciona com otimismo na produção do medicamento para o mercado brasileiro que se encontra em relevante crescimento no setor ao lado da China”, explica o diretor da unidade de negócios de Diagnóstico por Imagem da Bayer, David García. No período 2009/2010, a empresa registrou mundialmente um crescimento no setor de Diagnóstico por Imagem de 28%. Segundo García, nesse montante o Brasil é responsável por 12%.
Presente no evento, o médico neurologista do Setor de Doenças Neurovasculares da Disciplina de Neurologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), Roberto Carneiro Oliveira, explica que a doença esclerose múltipla tem alcance mundial. Atualmente, no Brasil, chega a afetar seis para cada mil habitantes – principalmente mulheres. Para ele, o uso de contrastes de qualidade que não apresentem riscos ao paciente pode mudar a história natural e a evolução das doenças neurológicas. “Após o início de um surto, no período de 12 horas, já ocorre uma destruição em uma área no cérebro ou medula”, enfatizando as consequências de um diagnóstico tardio da doença.
Na capital paulista, o primeiro hospital a utilizar o medicamento foi a Santa Casa. O neurorradiologista e professor da Faculdade de Ciência Médica da instituição filantrópica, Antônio José da Rocha, explica que a Santa Casa se encontra em processo de padronização para a utilização do medicamento.
“Hoje os hospitais públicos têm equipamentos de ressonância e podem oferecer esse serviço à comunidade. Buscamos padronização, ao utilizar um contraste mais acessível e barato para pacientes com menor risco, mas obrigatoriamente oferecer o melhor contraste com um rico nulo para àqueles que sofram de insuficiência renal”, conclui – já que os níveis de risco no uso de contraste em exames quase sempre se associam à falha renal.
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