A previsão da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) para este ano não é muito otimista. De acordo com a entidade, o cenário para a saúde suplementar continuará retraído em 2005, o que pode colaborar para o agravamento da crise. Na visão de Reynaldo Brandt, presidente da Anahp, é provável que se registre uma redução no número de operadoras de planos de saúde e, talvez, até mesmo no total de usuários do sistema suplementar e esse encolhimento do setor afetará também o desempenho dos hospitais. Para o presidente da ANAHP, o crescimento da economia brasileira de até 3,5%, previsto pelo Banco Central para 2005, é um fator positivo, porém não suficiente para tirar o setor da crise financeira atual. Brandt lembra que em 2004 a economia apresentou um crescimento acima de 5%, o que foi importante, porém não o suficiente para sinalizar um novo rumo na saúde privada. Na avaliação da associação, somente o crescimento sustentável da economia, alinhado com a melhoria de gestão de todos os atores e uma postura menos regulamentadora da ANS, pode contribuir para ampliar a base de usuários do sistema.
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