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Valor em Medicina Laboratorial

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Em 1988, a CLIA (Clinical Laboratory Improvement Amendements) já definia a Medicina Laboratorial como uma provedora de informações para prevenção, diagnóstico ou tratamento de qualquer doença ou estado de saúde. Já em 2003, acrescentaram em sua definição os termos serviço e práticas associadas, além de trazer o objetivo de utilização desta informação nas decisões clínicas e nas melhorias na saúde pública, ampliando o escopo de atuação da especialidade.

Um interessante estudo de mercado realizado pelo CDC (Center of Disease Control) junto com o Lewin Group, em 2005, aborda o tema Valor da Medicina Laboratorial e o desdobra em 7 principais tópicos: como fonte de dados objetivos sobre a saúde do paciente em todas as fases da assistência à saúde; como geradora de informação crítica para a manutenção da qualidade e da segurança assistencial; como atividade crítica para a saúde pública no nível individual e coletivo; suportando a utilização da Medicina Baseada em Evidência; como potencial de maior atenção das fontes pagadoras pelo uso racional dos testes laboratoriais e no crescimento das evidências de custo-efetividade dos testes laboratoriais.

Ao abordarmos as definições de Resultados em Saúde por Porter, observamos que a medicina laboratorial permeia praticamente todos os seus objetivos, principalmente aqueles relacionadas à detecção precoce de doenças, velocidade de diagnóstico e tempo de início de tratamento, menor número de repetições e erros, menor número de complicações, etc.

Costumamos citar artigos que apresentam a alta utilização e o impacto dos testes laboratoriais na prática clínica, sua baixa absorção de custos, diversos desperdícios gerados pelo uso pouco criterioso, etc.; porém, encontramos ainda um pequeno número de literatura específica que demonstre o benefício, ou não, de cada um dos testes laboratoriais em amostras individuais ou coletivas, com base em população previamente selecionada; como ocorre em todo o setor de saúde, onde sobrevivemos com uma relevante carência de dados de mercado, estratégias de utilização e métricas de eficácia e eficiência.

Assim, continuamos na busca de ferramentas que nos auxiliem a utilizar criteriosamente aquilo que está já disponível criando o teste laboratorial que fornece a melhor informação ao paciente certo, no tempo e momento adequado, ao menor custo e trazendo benefício no desfecho clínico; trabalhando principalmente no nível da gestão da informação.

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