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Unitarização e serialização de medicamentos garantem uso inteligente de recursos

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Estima-se que, em média, mais de R$ 1 bilhão em medicamentos sejam desperdiçados anualmente no Brasil, representando cerca de 20% dos remédios comprados por hospitais públicos e privados. Apesar de serem vários os fatores que levam a estes desperdícios, podemos destacar as perdas nas aberturas de embalagens de remédios cujas doses não são utilizadas em sua totalidade.

Tanto nas unidades hospitalares, mas especialmente nos usos domiciliares, nos deparamos com a prescrição de remédios em quantidade menores do que a embalagem oferece. E aí, temos a perda do medicamento e do dinheiro, além de outras consequências ainda maiores, como o descarte irregular destes remédios em lixo comum, vaso sanitário ou pias, ocasionando grandes danos ao meio ambiente.

Apesar de o Brasil ser o sétimo país do mundo em venda de medicamentos, com cerca de 70,4 mil farmácias, ainda não possui uma lei específica que regulamente o descarte de remédios vencidos ou sem uso pelo consumidor doméstico, facilitando o descarte irregular.

Nesse sentido, como parte da logística de qualidade, a unitarização e a serialização de medicamentos e suprimentos de saúde são parte da solução para mais economicidade, segurança e sustentabilidade.

Como bem sabemos, o fracionamento e a individualização de medicamentos garantem que apenas a quantidade/dose indicada seja administrada ao paciente, no hospital ou em casa. Dessa forma, o indivíduo só recebe o necessário que foi prescrito pelo médico e evita todos esses desdobramentos negativos.

Quando o fracionamento é somado à serialização, que é o registro único por código de barras, também garante o registro de sua origem e validade, permitindo seu rastreamento até o consumo pelo paciente, em farmácias de diferentes unidades de saúde. É o controle eficiente para que o remédio certo seja administrado na dose e horário corretos, para o paciente certo. Este processo também é fundamental para reduzir os índices de erros de administração de medicação, que atualmente giram em 38% sobre as prescrições realizadas.

São medidas viáveis, essenciais e que já tem demonstrado excelentes resultados nas unidades de saúde públicas e privadas que nelas investiram.

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

 

 

 

 

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