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Uma luz no fim do túnel para os programas de saúde nas empresas

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Pesquisas nacionais e internacionais têm constatado que na maioria das empresas os programas de promoção de saúde se restringem a ações isoladas e fragmentadas, como campanhas de vacinação, palestras, feiras e distribuição de material informativo.

A realização de ações pouco alinhadas com as estratégias das organizações e sem adoção de metodologias adequadas ou modelos lógicos baseados em evidências científicas levam à críticas e, muitas vezes à descrença em relação à importância do investimento em tais programas.

ghwawards

Neste mês de maio, realizou-se em Florianópolis(SC) a terceira versão do “Global Healthy Workplace Award” em que se buscou identificar os programas de promoção de saúde no ambiente de trabalho que utilizam de maneira adequada e coordenada o modelo proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As versões anteriores ocorreram em Londres (2013) e Xangai (2014). Tendo participado como jurado (representando a America Latina) pude testemunhar a evolução dos programas e a crescente integração entre as diferentes áreas, o uso da tecnologia e a avaliação das ações que se alinham ao planejamento estratégico das companhias.

Foram finalistas na categoria pequena empresa, o banco Lan Spar (Dinamarca) e a organização não governamental Naya Jeevan (Paquistão). Foram finalistas na categoria grande empresa a indústria Unilever (Brasil) e a universidade Vanderbilt (Estados Unidos). Foram finalistas na categoria multinacional, as empresas GSK (Reino Unido) e Chevron (Estados Unidos).

O evento reuniu representantes de 35 países e foi possível discutir questões como a relação entre os programas de saúde e o negócio das companhias, o desafio do investimento (incluindo a composição de parcerias público-privadas – PPPs), a questão psicossocial e a integração assistencial-ocupacional.

A apresentação dos cases das empresas e a discussão com os jurados (de todos os continentes) mostrou a importância da abordagem integrada entre as diferentes áreas de influência (ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos pessoais de saúde e relação com a comunidade) baseadas na ética e no comprometimento da liderança. Constatou-se que de nada adianta ficar buscando o retorno sobre o investimento (ROI) sobre ações isoladas, pouco integradas, sejam realizadas pela empresa ou promovidas pelos planos de saúde ou o governo.

Considerando-se este grande desafio, constitui-se um observatório global para ambientes de trabalho saudável com representantes de vários países que buscará a integração entre os diferentes atores sociais, em todo o mundo, buscando uma tomada de posição efetiva dos empresários, das universidades e dos governos para a promoção de ambientes de trabalho saudável que promovam a qualidade de vida das pessoas, de maneira efetiva.

Ao final, foram vencedores o banco Lan & Spar (pequena empresa), Unilever (grande empresa) e GSK (multinacional). As apresentações e debates podem ser obtidos no site.

Trata-se de contribuição valiosa para que as organizações possam ter programas com maior participação, escala, integrados, alinhados, que realizam avaliações adequadas e que contribuam para a melhoria efetiva da saúde e do bem-estar das pessoas.

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