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Transparência nas informações de custo e qualidade em saúde pode contribuir para criar mais valor no mercado de saúde

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Vários pensadores dizem que sim. O diretor executivo do HCI3, François de Brantes, vai mais longe. Ele fala: ?Modelos de pagamentos e benefícios bem desenhados associados com transparência criará um mercado de saúde de alto valor…?

A transparência que ele se refere diz respeito ao ?empoderamento? dos pacientes com mais informações sobre qualidade e custos em saúde. Recentemente foi promulgada uma lei no estado americano da Carolina do Norte em que impõe aos hospitais e aos médicos a divulgação de suas informações financeiras para facilitar a decisão dos pacientes. Interessante que isso no Brasil pode ser considerado antiético!

Podemos pensar um pouco fora da caixinha e imaginar uma resolução por parte da ANS para que as operadoras de planos de saúde divulgassem, de forma detalhada, aos seus beneficiários, o custo da assistência que tiveram nos seus prestadores. Principalmente porque eles sabem (ou deveriam saber) que este custo pode, de alguma forma, influenciar no prêmio mensal que eles ou suas empresas pagarão para ter o direito a assistência.

No entanto, somente esta informação não é suficiente para gerar valor em saúde. O ponto colocado por De Brantes é que é fundamental que as informações sobre os indicadores de qualidade sejam divulgados à sociedade, além das informações sobre os custos. Isso já é feito nos EUA, assim como em muitos países desenvolvidos. No Brasil, tudo leva a crer que com as resoluções da ANS referente ao QUALISS, isso se tornará uma realidade em breve.

No entanto, somente a transparência sem uma profunda reforma no modelo de remuneração aos prestadores não trará valor ao mercado de saúde. Isso já está comprovado em evidências em vários países do mundo e vimos demonstrando em várias publicações anteriores.

Novamente, voltamos à discussão de que problemas sistêmicos só se resolvem com ações sistêmicas. Infelizmente nossos gestores, assim como nossos governantes, buscam soluções pontuais de curto prazo, primeiramente que não os comprometam politicamente (no caso de governos e algumas UNIMEDs) seguido de ações intempestivas de redução de custos a qualquer preço. Precisamos ter coragem para rever isso.

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