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Tomar decisão em tempo de crise

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O mundo vive hoje, talvez uma de suas mais intrigantes situações envolvendo conflitos, guerras, acidentes geográficos e geopolíticos, escassez de recursos e, em particular no Brasil, algumas situações no cenário econômico e político que podem se caracterizar como crise.

E o que vem a ser uma crise? Uma crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no desenvolvimento de qualquer evento ou acontecimento. E podem ser físicas ou simbólicas. E também podem se traduzir em uma situação de escassez. Existem vários tipos de crises: de saúde, social, política, da meia idade, econômica, moral, entre outras.

Uma crise econômica se caracteriza por uma condição onde os indicadores são negativos, com contração de atividades, altos níveis de desemprego e aumento da pobreza. Quando se fala em indicadores negativos, contração de atividades (econômicas) e desemprego provoca-se reações por parte das pessoas em geral e dos agentes econômicos em particular. E tanto de uma parte como de outra, surge a necessidade de que sejam tomadas decisões.

As decisões serão, portanto as formas de ação a fim de se mitigar os efeitos de uma crise. Crises provocam mudanças bruscas de situações para os quais os indivíduos não estão adequadamente preparados, baseado na definição acima.

De forma geral, as pessoas vivem decidindo (o que vestir, o caminho a seguir, o que comer etc.) que podem ser consideradas decisões simples (e corriqueiras). Mas existem decisões mais complexas (envolvem outras pessoas, levam mais tempo para produzir efeito e não estão completamente sob controle) que são aquelas mais demandadas em tempos de crise.

Geralmente são épocas onde as preocupações e os temores vêm à tona e requerem algum método para serem abordadas. A tendência das atitudes, neste estado de crise, é imaginar como retornar à situação anterior à crise (onde as coisas estavam mais confortáveis). É uma tendência natural, que leva a um estado reflexivo tendendo a “buscar o retorno” ao período anterior. Assim, as estratégias se baseiam mais naquilo que já foi e que na maioria das vezes não pode mais ser recuperado.

Daí surge as grandes raízes das preocupações e frustrações que acometem as pessoas. A tendência neste momento é tentar fazer um julgamento da crise a fim de melhor compreendê-la. Isto não é de todo ruim, mas geralmente criam-se mecanismos de defesa que justificam as dificuldades. Por exemplo, se alguém considera que a crise econômica que vive o País não tem solução, dificilmente esse alguém conseguirá pensar meios de solucionar a crise (ou aceitar que alguém possa apresentar uma solução).

Outra tendência desses momentos reside em dar mais importância ao julgamento dos fatos do que aos fatos em si. Isto às vezes super dimensiona o problema e o torna mais complexo. Separar o fato do julgamento do fato não é tarefa fácil. Mas não fazê-lo dificulta (e muito) a busca de solução. E, pior, cria problemas para permitir uma visão mais clara da nova realidade que se apresenta.

Como então se pode agir a fim de se conseguir uma visão menos determinística em um momento de crise? Algumas idéias e sugestões podem ser observadas:

1) Preparar a mente (e o espírito) para o novo – muitas novas idéias surgiram do acaso. Muitos novos negócios apareceram de situações onde nada parecia ser solução. Crises e privações tornam as pessoas mais reflexivas e criativas.
2) Projetar situações novas – não ser mais a mesma pessoa, preparar-se para fazer algo nunca antes feito, tentar entender o que mudou com a crise e o que ainda vai mudar.
3) Benchmarking – basicamente, significa a busca por melhores práticas. Uma forma eficiente de se conseguir realizar um benchmark é procurar conhecer pessoas que tenham enfrentado situações análogas (tanto de crises, como de novas idéias), o que ajuda a montar uma “lógica” mais estruturada.
4) Intuição – O filósofo Jacob Bazarian (1919 – 2003) desenvolveu interessantes estudos sobre criatividade e intuição e deixou um legado que visou auxiliar pessoas a utilizarem a intuição de forma heurística e criativa, partindo do pressuposto que o subconsciente das pessoas armazena inúmeras informações que sempre servem de base para as nossas decisões. Fazendo os questionamentos corretos e dando tempo para que o subconsciente trabalhe, se podem conseguir as respostas procuradas. Ele ainda complementa que é desta forma que a fé religiosa opera na mente das pessoas.

Várias novas idéias, negócios, conceitos e até atitudes surgiram em momentos críticos. O que se quer transmitir é que necessariamente uma crise não é ruim. Mas pode ser o impulso necessário para que grandes (e melhores) transformações possam ocorrer.

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