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Todos entendem que o edifício de saúde é complexo

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E com razão!!!É voz corrente entre usuários e mesmo profissionais da área que os edifícios de saúde, principalmente os hospitais universitários que reúnem ensino, pesquisa e atenção aos indivíduos, são edifícios complexos. Será interessante analisarmos os elementos ou partes que compõem esta complexidade.Para tanto façamos um paralelo com um edifício industrial, uma fábrica, considerando uma planta bastante simples, e acima de tudo flexível. Com vãos livres, espaços abertos, iluminação difusa e adequada e instalações a mostra, tem suas áreas operacionais delimitadas praticamente pela posição das máquinas e pelos corredores de circulação e movimentação.Esta configuração tem condições de rápidos arranjos quando necessário alterar atividades e posicionamento do maquinário. Mesmo áreas necessariamente fechadas são seladas como em conteiners, passíveis de reposicionamento pela facilidade de adaptação posicional das instalações.Em síntese, o edifício industrial permite constantes rearranjos, segundo os produtos que se pretende fabricar.Apreciaremos agora um edifício hospitalar, com seus setores críticos como centro cirúrgico, centro obstétrico, cuidados intensivos, berçários, isolamentos, considerados de alta complexidade, que se conectam a outras áreas como internações e serviços de suporte, interligados por circulações verticais e escadas de segurança ? quando se apresentarem em andares superpostos. Nesta análise deveremos compor diferentes complexidades:Complexidade no arranjo físicoÉ com certeza a complexidade mais significativa e relevante. Peças erroneamente dimensionadas e/ou inadequadamente colocadas. Deverão gerar descontinuidades nos fluxos de trabalho, com reflexos no animo e na energia dos usuários, espaços que praticamente se consolidarão ?em pedra e cal? ao longo da vida do edifício.Setores de atenção deverão estar próximos ou mesmo interfaciados, como centro cirúrgico e cuidados intensivos. As circulações que interligam as áreas críticas deverão ter dimensionados seus usos de sorte a permitir fluidez e rapidez em suas movimentações. A ergonomia e as condições ambientais devem atender as normas reguladoras.Complexidade nas instalações prediais e especiaisA diversidade de requisitos técnicos exigidos das instalações especiais, principalmente nos setores críticos requerem sejam definidas especificações detalhadas, apontando custo x benefício no investimento e na manutenção que se fará necessária.Complexidade nos acabamentosA eleição dos materiais de fechamentos e revestimentos deverá atentar para as propriedades de cada elemento e na sua contribuição na ambientação, segundo comportamentos e usos previstos.Complexidade na projeção do emocional dos usuáriosSe a funcionalidade dos arranjos físicos é relevante para o desempenho da empresa que ocupa os espaços, focar comportamento dos usuários e seus familiares, e dos profissionais que nele atuam, deverá ser centro das premissas maiores na concepção arquitetônica e das engenharias do edifício de saúde a ser erguido ou adequado.Entendo que embora singelo, o elenco de complexidades relatado por si só anuncia que projetar e edificar um edifício de saúde é um processo complexo por suas inúmeras variáveis. Para isto requer competências profissionais que saibam se integrar em um trabalho multidisciplinar que mirado nos usuários torne a empresa de Saúde referencial e viável.

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