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Teste para inteligência de primeira categoria

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Recebi um e-mail de uma colega interessada no tema economia da saúde que mencionava que havia visto uma entrevista minha na qual eu reforçava que o foco final é beneficiar o paciente. Na mesma entrevista eu assinalava que contribuir para definir prioridades de alocação de recursos era responsabilidade dos stakeholders da área, de forma que o benefício coletivo deve ser considerado. A colega entendia que havia uma colisão de objetivos e me pediu ajuda para desenrolar seu pensamento.

Primeiramente a tranquilizei: a primeira leitura pode confundir mesmo.

Para agregar um sossego intelectual, e olhando com o cuidado que o tema merece, ainda temos pontos anteriores a debater:

1. Os recursos disponíveis são insuficientes, não há dúvida. Bom…. economia da saúde pode funcionar quase como ?de forma inversa?. Vamos definir o que consideramos razoável para investir para agregar 1 ano de vida ajustado por qualidade, por exemplo, e usamos estes números para expor qual nossa necessidade orçamentária.

2. A efetividade apresentada na literatura, muito poucas vezes ajustada por qualidade de vida, e frequentemente com ganhos questionáveis (ou sustentado em pobre evidência científica ou com ganhos marginais) é misturada com reais avanços tecnológicos… Temos que depurar melhor quem é quem neste cenário e eliminar os sofismas científicos.

3. A farmacoeconomia é uma ferramenta dos gestores e alocadores de recursos. Inquietude moral não precisa ser trazida para o consultório no momento de atendimento ao paciente?. O debate deve ser anterior a este ponto: quando definiremos as opções consistentes entre pagadores, prestadores e sociedade.

O teste para uma inteligência de primeira categoria?, disse o escritor americano F. Scott Fitzgerald, ?é a capacidade de ter em mente duas idéias opostas ao mesmo tempo, e ainda continuar em condições de funcionar?.

Acredito no talento e criatividade do nosso país. Acredito na inteligência de primeira categoria de nosso povo, desde que tenham acesso a informação e sejam educados ao pensamento crítico.

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