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Tarefa do Médico

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Muito se fala do aumento da demanda de serviço maior do que a capacidade de atendimento, orçamento insuficiente – menos do que 5% do PIB nacional, metade do que se estima como pertinente ? associado ao envelhecimento da população e cronificação de doenças graves ? gerando a manchete recorrente de ?superlotação em emergências e faltas de leitos?. Mudam governantes e não parece haver mudanças significativas, mas somente pequenas medidas paliativas em regiões de maior tensão. Postos de Saúde já nascem pequenos e qualquer acréscimo de leitos oferece um período curtíssimo de fôlego ao sistema. Pouco falamos, entretanto do operador fundamental desta engrenagem: o médico Possivelmente o médico é o agente mais provável de mudanças, uma vez que tem treinamento para identificar os problemas e pode ter alcance em buscar estratégias de solução.

A começar, focando na saúde e não na doença. Dr. Delos “Toby” Cosgrove, CEO da Cleveland Clinic, importante instituição médica Americana recentemente publicou artigo na rede LinkedIn, estimando que 75% do custos em saúde são utilizados em doenças que poderiam ser prevenidas. Está correto: doenças cardiovasculares, câncer, derrame cerebral, doenças respiratórias e diabetes são listadas pela Centro para Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) como as ?5 Top?. Estas doenças são responsáveis por 2 de cada 3 mortes no nosso país.

Como oncologista, é fácil identificar a enorme proporção de pacientes que poderiam ter evitado sua doença. Importante salientar, que grande maioria teria evitado escolhas danosas, enquanto tinham tempo e vida para fazê-lo, se tivessem a oportunidade e ajuda de equipes especializadas precocemente. Tabagismo, obesidade, sedentarismo ou combinação destes fatores, exercem forte influência sobre a maioria das doenças que lotam nossas emergências.

Cabe, então, ajudar estes pessoas a não ficar doentes. Medidas educativas e programas interdisciplinares acessíveis para prevenção e tratamento de tabagismo, obesidade, sedentarismo e outras doenças crônicas prevalentes exigem investimento e gerenciamento sofisticado. Para tentarmos solucionar os problemas da saúde, temos que nos envolver nas soluções. Se nós médicos não contribuirmos para definir rumos, alguém vai ter que tomar as decisões.

Não podemos nos limitar a acreditar que tratar o paciente que vem ao consultório já é fazer minha parte, se todo o sistema lá fora esta doente.

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