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Startups estão de olho no envelhecimento conectado

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É relativamente nova a ideia de que a tecnologia deve estar à serviço de quem avança na idade, contribuindo para esta nobre e desafiante missão: estender o máximo possível o tempo de vida independente e autonomia dos mais idosos.

Enquanto um número ainda pequeno de grandes players da indústria vislumbram este segmento ainda em maturação, o chamado mercado do “envelhecimento conectado”, startups de pensamento disruptivo e antenadas com as tendências demográficas já tiram partido da oportunidade, antevendo produtos e serviços inovadores para atender o público 60+, que cresce nos quatro cantos do planeta.

Só para dar uma dimensão, a receita global gerada por gadgets e aplicativos que facilitam a rotina dos consumidores grisalhos é projetada em mais de 12 bilhões de dólares em 2018, um aumento de 121% se comparado aos US $ 5,7 bilhões em 2013, segundo estudo da IHS, uma das principais fontes de informação e análise de dados para empresas e governos.

Resposta ao rolo compressor demográfico  

Com mais de 320 milhões de habitantes, os EUA não têm outra alternativa senão enfrentar as consequências econômicas do que alguns estudiosos chamam de “rolo compressor demográfico” – nada menos que um terço da população americana está aposentada ou em vias de. São os baby boomers, homens e mulheres nascidos entre os anos de 1946 e 1964. É uma multidão de gente, número equivalente a mais da metade da população brasileira.

O que chama a atenção é que os americanos nascidos após o fim da 2ª Guerra são hoje donos de um generoso patrimônio. Eles controlam nada menos que 67% da riqueza do país.

Por terem liderado a contracultura, com movimentos que ganharam mundo afora como o dos hippies, a luta feminista e a proteção da Natureza, os baby boomers, diferentemente de seus pais e avós, querem continuar plenamente ativos daqui pra frente, participando mais da política, comprando imóveis e carros luxuosos, criando negócios próprios ou propondo ás empresas outras formas de contratação.

Jovens fazem a ponte

O fato é que tendo a expectativa de viver muito mais, a geração de americanos que está se aposentando quer se manter dona de sua vida pelo máximo de tempo possível.

De olho nesse admirável novo mundo, jovens do Vale do Silício têm feito a ponte entre as novas tecnologias e os produtos e serviços inovadores que os idosos de hoje, e do futuro, não irão abrir mão.

Inspire-se neste portfólio de oportunidades

O programa Aging2.0 Academy tem 31 startups aceleradas. É surpreendente não só a variedade de soluções inovadoras, mas o alcance universal que os serviços e produtos propostos pelos jovens empreendedores pode alcançar.

Não há duvidas de que a grande maioria das facilidades oferecidas pelas startups aceleradas por Aging2.0 Academy seriam muito  bem-vindas no Brasil, hoje com mais de 26 milhões  de idosos. Até 2050, o pais estará no time das seis nações com as maiores populações idosas do mundo.

Outra realidade, novas soluções

O único problema é que, no Brasil, o contingente de aposentados vive uma realidade bem diferente da de seus pares nos EUA.

Por aqui, a maioria tem patrimônio e rendimentos muito pequenos. Hoje, mais da metade dos aposentados recebe um salário mínimo por mês, ou menos de 240 dólares (no fechamento deste artigo o dólar estava cotado a R$ 3,24).

Porém, os magros proventos dos aposentados somados à atual conjuntura econômica frágil do pais não devem inibir a criação de startups focadas no envelhecimento conectado.

Afinal, no Brasil a população de idosos cresce em ritmo acelerado. Hoje já supera o número de recém-nascidos. Em 2030, será a vez dos brasileiros com 60 anos ou mais superar o contingente de jovens.

O fato é que, aqui e agora, um ecossistema de negócios focados no envelhecimento conectado também é um mercado que só vai crescer.

Entre nesse radar

Por ter uma estrutura mais simples e ágil, as startups podem ter mais chances de obter êxito nesse cenário de muitas necessidades que, é preciso ressaltar,  não se resumem a oferta de produtos e serviços para que pessoas 60+ consumam.

No Brasil, e em outros lugares onde a maioria da população que envelhece tem poucos recursos, será preciso criar um sistema robusto que dê conta de valorizar, reciclar e recolocar idosos ativos no mercado de trabalho ou abrir novas fronteiras para que façam parte de outros arranjos institucionais capazes de “engordar” seus rendimentos anuais.

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