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Será que vale a pena trabalhar?

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Acabamos de ter um feriado dedicado ao trabalho, e esta é uma boa oportunidade para pararmos e refletirmos sobre o que estamos realmente comemorando.  Será que vale a pena trabalhar? A grande maioria das pessoas vê no trabalho quase que exclusivamente uma fonte para obter dinheiro, pois afinal todos temos que pagar nossas contas. Entretanto, realizando projetos em diversas empresas, fico impressionado com a grande carga de sofrimento que vem junto com esta ?necessidade? e me pergunto: será que isso faz sentido?

Em uma análise bem simples, podemos encontrar algumas razões para esta negatividade. Nossa origem enquanto país que foi um dos últimos a abolir a escravidão (onde trabalho era para escravos) e uma visão pecaminosa do ganho foram alguns fatores que contribuíram para uma percepção distorcida do trabalho. Essa visão negativa pode ser percebida em simples frases que usamos no dia a dia, como quando dizemos que algo vai ?dar trabalho?, ou seja, será difícil e provavelmente exigirá muito esforço e nenhum prazer.

De uma forma diferente, entendo que o trabalho pode ser uma das ferramentas concretas (e oportunidade) que nos permite re-conectarmos com o nosso real valor e efetivamente contribuir para evoluirmos enquanto seres humanos. A evolução profissional sem sentido de vida traz um grande vazio, além de doença (já dizia Victor Frankl). É comum ver pessoas que se acostumaram tanto a trabalhar que, ao pararem (normalmente quando se aposentam), acabam adoecendo e morrendo.  Neste caso o hábito ocupou o lugar do sentido de vida.

Um amigo uma vez me disse que a felicidade não é um ponto de chegada, mas um meio de transporte. Ou seja, a felicidade não depende de sermos promovidos ou termos a nossa própria empresa. Sei que pode soar idealista, mas vejo que isso é tão básico que esquecemos de dar a devida importância. O trabalho deve ser fonte de felicidade. Isso não significa que tudo tem que ser do nosso jeito, ou sem qualquer dificuldade. Por outro lado, estes desafios podem ser vistos como oportunidades de crescimento.

A base para que o trabalho seja efetivamente prazeroso e significativo está diretamente relacionado com a junção entre a possibilidade de colocar em prática os nossos dons e talentos (competências pessoais) e a direção dada por um claro propósito ou motivo para que façamos o que fazemos.

Especificamente na área de saúde significa também estarmos realmente com vontade de ajudar a prevenir e/ou a reestabelecer a saúde das pessoas. Não devemos confundir com mostrarmos que queremos isso (pois muitas vezes isso vem quase que apenas da necessidade de adequação social, para sermos aceitos e valorizados), mas sim com um sentimento próprio e interno de querermos que isso aconteça. Se queremos de verdade, fazemos o nosso melhor para isso (e não importa se fazemos isso diretamente, como um médico, ou indiretamente, como alguém que arruma as pastas dos pacientes, pois percebemos o sentido do nosso trabalho). E quando acontece ficamos bem felizes e nos sentimos motivados a fazer mais.

Assim, um indicador para sabermos onde estamos é se sentimos alegria no trabalho. Imagine a força, a performance, a criatividade e os resultados quando nos colocamos a serviço e trabalhamos felizes da vida… E se isso vale para você, também vale para a sua equipe. O que você está fazendo em relação ao trabalho de sua equipe? E, você, está feliz com o seu trabalho? Viva o trabalho!

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