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Relacionamento é com a Indústria Farmacêutica

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No dia 20 de janeiro é comemorado o dia do farmacêutico, mas eu tomo a liberdade de estender este festejo para toda a indústria farmacêutica (mesmo sabendo que se comemora o seu dia em outra data – 26 de abril), já que entendo que a indústria farmacêutica tem origem e é uma extensão da atividade do farmacêutico, mesmo tendo este segmento adquirido uma enorme complexidade e abrangência. É comum eu encontrar farmacêuticos nas mais variadas posições dentro desta indústria (em pesquisa, produção, marketing, vendas, atendimento ao consumidor etc.).

Ao saudar este profissional e toda a indústria, ao invés de falar sobre a importância do medicamento para a saúde (que todos nós sabemos e  reconhecemos), vou focar especificamente em uma derivação da atuação da indústria, que são os relacionamentos.

O que une as pessoas? São os relacionamentos. Em estudos mais sérios sobre este tema podemos perceber que a interdependência (que, de forma simplificada, significa a ligação e dependência que temos uns em relação aos outros) é uma realidade muito profunda e quase nunca compreendida. Ela existe e pode ser conduzida com resultados positivos ou negativos por meio dos relacionamentos.

A indústria farmacêutica tem se especializado em gerar relacionamentos e fazer conexões. Ela junta o farmacêutico (que, entre outros papéis, entende, pesquisa, cria e esclarece sobre o medicamento), o médico (que, de forma resumida, pesquisa, diagnostica e prescreve) , a enfermeira (que ministra e cuida), o administrador,  o representante, bem como se conecta com muitas instituições, como hospitais, clínicas, sistemas pagadores, governo, ONG?s, farmácias etc.

Neste momento temos a oportunidade de enaltecer as conquistas, mas sem se esquecer das lacunas e dos desafios desta indústria. Dentre as conquistas, que são muitas, está esta capacidade de unir, de criar e fazer chegar às pessoas os medicamentos, com todos os impactos decorrentes. Ou seja, por meio das relações que ela estabelece gera uma efetiva produção e acesso dos e aos medicamentos.

Se as conquistas são grandes e devem ser reconhecidas e aplaudidas, os desafios também o são.  A motivação clara para o desenvolvimento dos medicamentos, a escolha em que investir e a quem atender, as relações delicadas com os médicos (as áreas de compliance estão cada vez mais presentes para tentar evitar distorções), os aspectos ambientais de produção e descarte, entre outros pontos, merecem estudos e atitudes coerentes com o que se fala. A forma de lidar com estes desafios passa por escolhas importantes, que se baseadas em princípios éticos (como a interdependência, transparência, verdade etc.) gerarão impactos positivos e diretos em seus relacionamentos.

Em datas como esta temos a oportunidade de comemorar onde estamos e aproveitar para olhar para onde queremos ir, melhorando a realidade e fazendo valer a interdependência de forma cada vez mais positiva para todos. Este é o caminho. Viva o farmacêutico! Viva a Indústria Farmacêutica! E viva os bons relacionamentos!

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