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Quanto pesa as perdas de medicamentos e insumos médicos no Brasil?

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A pergunta do título acima é propositalmente metafórica para contextualizar dois sentidos distintos para um mesmo fim e, que neste caso, se complementam. Dando início à resposta, podemos dizer que as perdas de medicamentos e insumos médicos pesam em volume, que por sua vez se configura em valor inestimável, especialmente quando se analisa as milhares de toneladas movimentadas diariamente. Nestes casos, percentuais mínimos já podem representar grandes montantes.

Para ilustrar um pouco do que falo, pense que 2% de medicamentos vencidos de um lote de uma tonelada representa 20 quilos que, claro, precisará de análise de valor quanto a especificidade do produto sobre preço, tamanho, gramas ou kilos. Um lote de soro fisiológico com peso de 1 litro cada unidade representa valores bem diferentes de uma embalagem de aspirina, por exemplo. Em todos os casos, porém, há que se valorizar a perda e entender as contas para termos condições de cobrar de forma correta por melhorias neste processo.

Quando falamos de administrações públicas, cujos volumes são realmente muito altos, envolvendo a distribuição de medicamentos de cidades inteiras, a logística inteligente e eficiente deve realmente de ser muito eficiente para evitar questões como estas, especialmente em situações de emergências, em que é necessário investir de forma rápida e com grande volume para a contenção de epidemias ou a eminências dela.

Não tão distante, tivemos a crise trazida com a H1N1, conhecida como gripe aviária, onde fizeram o investimento na compra de medicamentos para a contenção da epidemia. Fim da crise e muitos medicamentos se tornaram obsoletos. Sem demanda de consumo e, muitas vezes, sem possibilidades de troca com laboratórios, eles devem ser descartados. Além disso, medicamentos excluídos do rol da ANS, que por ventura também estejam em estoque em pequena ou grande quantidade, também acabam por serem inutilizados.

Padrões internacionais de logística consideram a média de obsolência de medicamentos de até 2% do estoque. As proporções, especialmente se avaliarmos as necessidades da saúde brasileira e o quanto poderia ser feito com o valor deste percentual de perda, realmente assustam, mas é preciso considerar todas as questões colocadas acima.

O importante é assumir que é possível e é importante reduzir estes percentuais o máximo possível, com logística hospitalar eficiente e séria, que em sua essência, precisa ser atendida em suas análises e orientações pelos gestores que contratam seus serviços, caso contrário, o investimento neste tipo de serviço será em vão.

Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar

 

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