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Quando o superado é referência para o novo!!!

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Tem sido desabonadora e por vezes inconsequente a gestão dos serviços públicos de saúde, no que foca a adequação física de prédios em operação e principalmente de novos edifícios, alguns já sendo construídos.
As três esferas dos poderes municipal, estadual e federal se digladiam, dando a perceber nitidamente que cada uma age timidamente no tocante a integração das operações em redes hierarquizadas e mais intensamente nas mensagens com cunho político, tendo como retrato fiel a própria propaganda nos meios de comunicação que traduzem com insistência quem são os tutores públicos patrocinadores.
O descaso no planejamento de demandas atuais e futuras e os interesses sócio-políticos dos decisores públicos, se manifestam nos requisitos apontados nos termos de referência oriundos de órgãos públicos, solicitando como exemplo, hospitais de alta tecnologia médica com quinhentos leitos de internação, perfil que de há muito mostrou sua insustentabilidade na qualidade e presteza dos serviços, por excesso de demanda e na questão empresarial.
Pouco são encontrados nos órgãos públicos regentes da saúde nacional e timidamente nas universidades oficiais, estudos consistentes voltados para melhoria dos desempenhos quantitativos da produção de serviços, de saúde, que alinhados à competência disponível dos profissionais de saúde, poderão melhorar e ampliar numericamente o fornecimento de serviços assistenciais, onde as tecnologias da informação e comunicação passarão a ter papel relevante na propagação geográfica do monitoramento e de cuidados de saúde às comunidades localizadas em áreas remotas do território brasileiro.
Transparece que estão sendo plácida e intensamente melhorados os atendimentos médicos em curso, através pequenos retoques e pincelando ?avanços? com cores que realcem a pseudo modernidade na fachada dos prédios, mantendo no seu interior as mesmas práticas assistenciais superadas, sem coesões operacionais solidamente estruturadas e se antecipando à crescente e necessária introdução de novas tecnologias.
O País esta carente de dirigentes que percebam que necessitamos educar nossas populações desde tenra idade para a SAÚDE, desfazendo progressivamente o comportamento das populações hoje voltadas para as doenças e que conturbam qualquer assistência, por expectativas e demandas improcedentes e erroneamente solicitadas.
Todo esforço de capacitação profissional, racionalização dos processos assistenciais, incorporação de novas tecnologias, ficará comprometido pelas expansões e reformas físicas que vem sendo realizadas nos edifícios existentes e em funcionamento, onde ?puxadinhos? são implantados à revelia de quaisquer estudos sobre fluxos dos processos, eliminação de desperdícios e minimização de riscos. O mesmo acontece em projetos físicos de novos edifícios, onde dimensionamentos técnicos das demandas populacionais são sobrepujados por ?quantidade de leitos?, assumidos por interesses eminentemente políticos.
Pela dimensão continental do nosso território ocupado por regiões com suas peculiaridades do ambiente natural, identificam-se edifícios de saúde ?clonadas? de Norte a Sul, sem atentar para princípios de funcionalidade operacional, bem estar dos ocupantes e sustentabilidade.
As universidades, mormente as federais que se espalham por todo território nacional, deveriam ser estimuladas a realizarem estudos e pesquisas, integrando docentes e discentes de todas áreas do conhecimento e práticas profissionalizantes, recomendando inovadoras formas de cuidar da SAÚDE, utilizando tecnologias surgentes em edifícios sustentáveis e adequados ao ambiente natural e  aos costumes de vida dos consumidores e operadores. Estarão assim ampliando os cuidados à saúde de forma adequada e inovadora, alterando progressivamente a cultura para a Saúde, o bem estar e a qualidade de vida.
 
 
 

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