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QUANDO O CALDO FICA MAIS CARO QUE O PEIXE

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Certamente o leitor já ouviu a expressão ?quando o caldo fica mais caro que o peixe?, numa referência popular a uma situação em que o trabalho é tanto e o custo tão alto, que não compensa trabalhar para atingir o objetivo principal.

Assim a burocracia brasileira tem se mostrado ao longo do tempo, confundindo-se o seu objetivo principal de organizar a sociedade e dar a devida segurança jurídica e regulatória, com o excesso de papelada, normas e regulamentos sem objetivos definidos e cujo custo ao longo do tempo passa a não mais compensar e justificar a sua própria existência.

Em recentes artigos publicados na revista Exame (edição 1000, ano 45, nº 17, 21/09/11), às páginas 116 e 216, fica claro como a lentidão da ANVISA tem atrasado o lançamento de produtos não só avançados tecnologicamente, mas com um cunho social forte. É o caso da empresa Solar Ear que desenvolveu aparelhos auditivos à base de energia solar, para populações de baixa renda, mas que não consegue lançar o produto no Brasil dado o emaranhado regulatório que tem que enfrentar, a exemplo de todos os demais players.

É interessante observar como o Brasil se tornou o país das soluções contrárias. Explico: se a carga tributária para os fabricantes nacionais frente aos importadores é pesada demais, ao invés do governo reduzir os impostos e tornar a indústria nacional mais competitiva,faz o contrário, ou seja, aumenta a carga tributária sobre os importados. Vide o recente exemplo dos automóveis…

Bem, no cenário regulatório a coisa não muda de figura. Ao invés de criar mecanismos de acesso a todas as empresas, viabilizando a concorrência saudável, com consequente entrada de produtos melhores e mais baratos em benefício dos pacientes, criam-se mecanismos que acabam por travar os novos lançamentos e que não criam nenhum incentivo para a inovação tecnológica que o governo federal tanto persegue, inclusive com o complexo industrial da saúde.

Pois é, nessas horas, certamente o caldo fica mais caro que o peixe. Só não vê quem não quer!

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