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PROMOÇÃO DA SAÚDE NÃO É FAZER PALESTRAS OU CHECK UPS

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Em 2010, uma lei federal americana (Affordable Care Act) criou o National Prevention Strategy que,  através de um conselho de ministérios, entidades e representações da sociedade buscou elaborar metas e programas para a promoção da saúde neste país.

 

O documento que apresenta as propostas, lançado em junho de 2011 ressalta, em sua introdução que um país saudável é vital para se desenvolver e é a pedra fundamental para a produtividade, inovação e empreendedorismo essenciais para o futuro. Pessoas saudáveis podem apreciar suas vidas, ir ao trabalho, contribuir para as comunidades, aprender e apoiar seus amigos e familiares. Ressalta que um país saudável é capaz de educar seu povo, criar e sustentar a economia, se defender e estar preparado para emergências.

 

O modelo tem como elemento central, aumentar o número de pessoas que são saudáveis em todos os estágios da vida. Traz alguns elementos fundamentais da promoção da saúde como a intersetorialidade, a interdisciplinaridade e o enpoderamento.

 

O Brasil vive um momento de grande desenvolvimento econômico que exigirá pessoas saudáveis, produtivas e criativas. O nosso país tem observado um aumento crescente de doenças crônicas devido, em grande parte, a estilo de vida não saudáveis e  falta de programas de rastreamento, prevenção e tratamento precoces.

 

O setor saúde, com recursos escassos, também é extremamente fragmentado e os seus atores buscam, com freqüência, o resultado imediato e tem ações pouco efetivas. Observamos uma absoluta desintegração entre operadoras de saúde, corretoras e empresas. O setor privado não  realiza programas integrados com as políticas públicas e nem exige ações efetivas dos diferentes governos. Freqüentemente, os programas são de baixa qualidade, não possuem metas claras e utilizam metodologia elementar, sem considerar os elementos culturais, as desigualdades econômicas e sócias e o resultado é bastante limitado.

 

Acredito que esta iniciativa dos Estados Unidos nos ensina que é fundamental que tenhamos a visão de que o nosso país somente terá um desenvolvimento sólido e sustentável se as pessoas tiverem bons níveis de saúde e que este objetivo será atingido quando houver sinergia e integração entre os diferentes setores da sociedade.

 

O referido documento apresenta algumas evidências econômicas das ações de prevenção em saúde:

– para cada infecção por HIV prevenida, economiza-se US$ 355,000 em custos de tratamento.

– um programa efetivo que previne o diabete pode trazer resultados em três anos. Um em cada cinco dólar gasto nos Estados Unidos em saúde está relacionado ao diabete.

– as pessoas que aumentam o nível de atividade física e perdem5 a7% do peso corporal reduzem o seu risco de desenvolver diabete tipo 2 em 58%.

– os custos em assistência médica são US$ 2,000 superiores para fumantes, US$ 1,400 maiores para obesos e US$ 6,600  para os diabéticos em relação aos não fumantes, que apresentam peso normal ou não diabéticos.

– uma redução em 1% na prevalência dos fatores de risco ? excesso de peso, hipertensão arterial, diabete e colesterol elevado ? pode reduzir em US$83 aUS$ 103 por ano por pessoa.

– o aumento do uso de serviços de prevenção, incluindo programas de cessação do tabagismo, abuso de álcool e uso de aspirina para 90% dos valores preconizados pode economizar US$ 3.7 bilhões em custos de assistência médica

– custos de assistência médica podem ser reduzidos em US$ 3,27 para cada dólar investido em programas de promoção de saúde na empresa

– a redução do consumo médio de sódio na população para 2,3g/dia pode reduzir em US$ 18bilhões  os custos anuais em assistência médica.

– custos indiretos para os trabalhadores ?menor produtividade, maior prevalência de incapacidades, mais acidentes e absenteísmo crescente ? podem representar duas a três vezes o custo dos gastos em assistência médica.

– asma, hipertensão arterial, tabagismo e obesidade podem reduzir a produtividade entre US$ 200 e US$ 440 por pessoa.

– trabalhadores com diabete faltam duas vezes mais que os não diabéticos.

– os custos com absenteísmo pode ser reduzidosem aproximadamente US$ 2,73 para cada dólar gasto com programas de promoção de saúde na empresa

 

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