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Por que o autoconhecimento ainda é tratado de forma tão tímida dentro das empresas?

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O coaching tem sido a ferramenta usada para direcionar as carreiras dos executivos. O trabalho em equipe e os relacionamentos são baseados em confiança. O atendimento encontra excelência com inteligência emocional. A retenção de talentos depende de propósito, sentido. A ética é fundamental para os dias de hoje. O que todos estes temas (e muitos outros) dentro da empresa tem em comum? A necessidade de autoconhecimento. Na mesma linha, todo especialista, livro ou curso sobre liderança fala da importância do autoconhecimento. Em outras palavras, o autoconhecimento é uma das competências mais importantes para o sucesso de um profissional e para a qualidade dos resultados de sua atuação na empresa.

Então, por que o autoconhecimento é tratado de forma tão tímida dentro da maioria absoluta das empresas? Outra forma de fazer este questionamento é perguntando: Do que os gestores ainda tem tanto medo? Essa reflexão pode revelar algumas inconsistências e uma percepção viciada no ambiente corporativo, com muitas crenças sustentando o distanciamento existente deste tema. Por exemplo, todos sabem que a busca por resultados (e sua mensuração) de forma objetiva é um dos pilares da administração moderna. Por outro lado, muitos associam os temas de autoconhecimento como dentro da esfera subjetiva, o que pode ser muito perigoso para esta visão lógica.

Entretanto, o verdadeiro autoconhecimento é bastante objetivo, pois ele representa a realidade. Ele permite uma percepção ampliada das relações de causa e efeito, dos motivadores, das forças e dos aspectos a serem aprimorados.

Autoconhecimento é a qualidade de conhecer a si mesmo, de saber o que se é, o que se está fazendo aqui, o que realmente se busca, quais suas características positivas e quais as que precisam ser aperfeiçoadas. É conhecer efetivamente o que o faz sentir e agir de determinada forma. Com o desenvolvimento do observar-se e da presença, se é capaz de escolher de forma ativa, a partir do que gera construtividade e união, ao invés de ações egoístas e negativas.

É também verdade que em nome do autoconhecimento muitas propostas ?vagas? são feitas nas empresas, causando horror em muitos (como abraçar árvore, fazer chorar sem sentido ? ?emocionalismo? etc.), mas isso é apenas uma distorção ou imaturidade em seu uso.

O autoconhecimento também permite a utilização de indicadores claros para a sua mensuração, como o grau de autorresponsabilização de cada funcionário, a existência de integridade (alinhamento/coerência entre palavra e ação), a ação altruísta e ética, a capacidade de criar união entre as pessoas da equipe, a clareza de propósito (pessoal e profissional), o uso da inteligência emocional para lidar com desafios que se apresentam, a lealdade e o compromisso para com a empresa e suas pessoas, entre muitas outras.

Para justificar a separação da empresa, alguns utilizam o argumento de que o autoconhecimento é uma escolha/problema individual, o que tem a mesma consistência do que falar assim de qualquer outra competência fundamental para a performance profissional.

Um aspecto desafiador, e muitas vezes temido, é que o autoconhecimento, trazendo esta clareza sobre a realidade, traz também clareza sobre as incoerências, os jogos de poder, os  desrespeitos internos e externos, etc., que acontecem na empresa. Entretanto, ao invés de ser temido, isso deveria ser comemorado como uma oportunidade de trazer verdade e satisfação a todos do ambiente empresarial.

Um outro indicador da premência desta nova abordagem é o tamanho do sofrimento que podemos perceber no trabalho em geral, com um aumento de casos de stress, perda de produtividade, mudança de emprego, ausência de sentido/apatia, faltas, doenças físicas e inclusive (com crescimento vertiginoso) de doenças mentais. É hora dos gestores se abrirem para este tema, pois motivos não faltam.

Nas empresas e fora delas somente clareza de propósito e firmeza nos valores positivos é que permitem caminhar rumo a resultados e à alegria. O autoconhecimento e a autorresponsabilidade são as pedras de sustentação deste caminho. Vamos levar isso a sério?

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