🚀 HIS 17 Última chance: Mais de 5.000 inscritos! E você? Já emitiu sua credencial gratuita Clique aqui

Por que Kaiser Permanente, Mayo Clinic e United Health decidiram “copiar o Facebook”?

Publicidade

O Brasil é um país que gosta de tropicalizar ideias que vêm de fora (essa vocação natural já nos serviu – inclusive – para criarmos versões bastante inusitadas de fórmulas estabelecidas no resto do mundo).

Talvez isso agora também esteja acontecendo na nossa forma de enxergar as redes sociais – pelo menos na área de saúde, onde o engajamento de pacientes vem se tornando uma tendência grande e cada vez mais irreversível.

A matéria afinal não é tão nova assim. As redes sociais foram criadas nos anos 50, nos EUA, justamente para ajudar cientistas sociais a realizarem estudos de saúde populacional.

Da utilização de tabaco entre adolescentes até a atividade sexual prematura entre menores de idade, muitos comportamentos de risco em saúde passaram a ser compreendidos, naquela época, levando em consideração a estrutura da rede social da pessoa, suas representações visuais e um emergente pacote de fórmulas matemáticas (Jacob Moreno, um dos pais do psicodrama, foi o criador da sociometria, que hoje turbina algoritmos de empresas como LinkedIn e Facebook).

É fato: a área de saúde deu o primeiro empurrão para o nascimento da análise de redes sociais, mas apesar de toda essa proximidade entre berços, a simples relação entre redes sociais e saúde causou, durante um certo tempo, um ar de estranheza entre gestores de saúde.

Mas agora isso vem mudando, principalmente em empresas de saúde americanas. Ali as fronteiras entre o mundo digital e o universo de saúde continuam sendo diariamente questionadas (e nesse caso talvez ela nem exista de fato). É o que mostram cases como o da Mayo Clinic.

Um dos maiores centros de excelência em saúde dos EUA já criou sua própria rede social e vem obtendo importantes ganhos para si e para seus pacientes.

Através da Connect muitos grupos de pacientes têm encontrado um ambiente discreto e seguro para discutir à distância e com a moderação de profissionais da Clínica. Para a Mayo os dados produzidos em rede têm servido adicionalmente para que sejam realizados estudos que antes dependiam de um sem número de coincidências para acontecer.

Já a United decidiu seguir uma estratégia diferente: adquiriu a plataforma Audax visando oferecer para seus segurados um ambiente online onde possam se engajar no seu tratamento usando redes sociais com técnicas de gamification e conteúdo personalizado.

A Kaiser Permanente, por seu lado, demorou um pouquinho, mas vem seguindo o mesmo caminho atenta ao fato de que os tempos mudaram, os hábitos de engajamento passaram por uma drástica transformação e isso não irá diminuir daqui em diante. Pelo contrário.

Pode parecer uma estranha coincidência que – conforme falei nos meus últimos artigos – empresas como Google, Uber e Facebook estejam tendo seus nomes cada vez mais associados a um setor tão tradicionalista e ainda resistente às mudanças como o de Saúde.

Mas talvez, por esse mesmo motivo, não se trate apenas de uma mera coincidência e exista muita estratégia por trás desse novo estado de coisas.

Quem sobreviver verá.

Istvan Camargo é especialista em engajamento de pacientes. Foi membro do Comitê Científico da Health 2.0 Latam e residente digital do Centro de Mídias Sociais da Mayo Clinic / USA. Atuou como Chief Innovation Officer do Grupo Notredame Intermédica. Realizou palestras sobre o tema em conferências como Social Media Week, Campus Party e HIS. Em 2012 fundou a primeira rede social de saúde do país. Já realizou projetos para Laboratórios Farmacêuticos, PBMs, ABQV, Virada da Saúde SP, UNIFESP, dentre outros, engajando grupos de pacientes das mais diversas patologias.

       
Publicidade

Deixe uma resposta