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POR QUE EU NÃO ACREDITO NA CRISE FINANCEIRA.

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 O título do artigo, obviamente, se presta a ser uma fase de efeito, mas tem absoluta validade na minha crença profissional de que na Área da Saúde, não há crise. Senão, vejamos: o Banco Mundial mostra o Brasil com um crescimento populacional positivo. Portanto, nasce mais gente do que morre. Os indicadores de mortalidade infantil são decrescentes ao longo dos anos. Portanto, mais crianças atravessam a fase da primeira infância, para se transformarem em jovens e adultos. Os índices do IBGE nos mostram que a população está envelhecendo mais. Hoje, se vive cerca de 10 anos a mais do que se vivia na década de 70. E essa tendência deve prosseguir, levando-se em conta a popularização dos medicamentos, do acesso à tecnologia médica e que o avanço desta última tem crescido de forma vertiginosa nos últimos anos. Uma rápida consulta ao site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nos mostra que milhões de pessoas ganharam acesso aos planos de saúde privados, sejam médicos, odontológicos ou mistos, nos últimos anos. Essa pressão no sistema privado de saúde leva a um maior consumo de tecnologia médica. Leia-se: diagnóstico, prevenção e tratamento. O consumo de produtos Médicos, Odontológicos e Laboratoriais cresce. Por outro lado, dirão alguns, o câmbio tem pressionado as empresas, sejam elas fabricantes e/ou importadoras-distribuidoras. Mas, o fato é que o consumo de produtos médicos mostra uma tendência crescente. Um soluço aqui e outro ali, mas o mercado se adéqua e se adapta. Novos lançamento devem chegar ao mercado. A crise de momento, que deve preocupar as autoridades governamentais, é a Regulatória. Atrasos crescentes nos prazos de análise e aprovação de novos produtos, imensa dificuldade na comunicação dos Agentes Regulados com o Agente Regulador (ANVISA), informações desencontradas, empresas à mercê de um cenário confuso: Marcos Regulatórios estabelecidos e prazos extremamente dilatados, somados à falta de informações. Há pouco tempo, a ANVISA fez publicar o Manual de Boas Práticas Regulatórias, fato elogiável, mas equivocado. Sem a manutenção da base, do básico e do basal, não adianta tentar construir mais nada. Quanto mais se tenta controlar, mais se perde o controle. As empresas e as Associações estão ávidas em trabalhar conjuntamente com a ANVISA e com as Vigilâncias Sanitárias locais, no estabelecimento de Marcos Regulatórios (os necessários e somente os necessários), na simplificação dos fluxos de trabalho e no preparo do staff técnico da Agência e dos Agentes locais. Mas, há que se encontrar caminhos de comunicação e vias operacionais eficientes. A área da Saúde tem tudo para sair bem sucedida dessa crise financeira. Mas, para isso, deve contar com o apoio da ANVISA e dos demais órgãos coligados, sob o risco de naufrágio generalizado. A velocidade de resposta da Agência tem que mudar já. Imediatamente. Não há tempo a perder! Já nos basta a crise financeira mundial. Não temos a necessidade de criarmos uma Crise Regulatória, bem Brasileira!! Quero crer que, de produto genuinamente brasileiro, já nos basta a jabuticaba…

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