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Planos não querem hospitalistas. Ou não sabem do que se trata.

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Experiência própria recente, além de inúmeros depoimentos que já recebi, demonstram que convênios dificultam modelo capaz de aumentar eficiência e qualidade hospitalar.

Em hospitais privados, ao buscarem repasses diretos (credenciamentos, portanto), médicos clínicos hospitalistas esbarram em exigência comum: endereço do consultório.

Traduz algo como: “não pode ser hospitalista em tempo integral para atender nossos pacientes”.

Em um processo judicial a que tive acesso, um médico foi descredenciado de Plano de Saúde após período de inatividade. O colega tentou demonstrar à desembargadora do caso que um vínculo recém estabelecido em hospital privado como hospitalista gerava as condições, até então indisponíveis, para o profissional sair de sua não intencional inatividade.

Ela concluiu justamente o contrário: que a não apresentação de um consultório, e este tipo de vínculo, corroborava a intenção de não prestar serviços ao Convênio – quem sabe mantendo apenas algumas vantagens indiretas de permanecer credenciado.

Total desconhecimento do que vem a ser um hospitalista, suas facetas e potencialidades. No caso dos Planos de Saúde, será também? Ou traduz convicção de que hospitalistas não lhes agregam valor?

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