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Pediatria Hospitalar será lançada oficialmente no Brasil

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O evento, que está sendo organizado por mim e pela Associação Médica do Rio Grande do Sul – AMRIGS, e conta com apoio da Section of Hospital Medicine of the American Academy of Pediatrics (AAP-SOHM), trará de maneira inédita a discussão sobre o modelo com hospitalistas em Pediatria e será realizado em novembro na capital gaúcha, 4 anos após Porto Alegre sediar o primeiro evento no Brasil sobre Medicina Hospitalar (MH), construído na perspectiva de clínicos de adultos.

Em atividade a ser coordenada por Fabiana Rolla (pediatra paulista e certamente A pioneira do movimento de MH brasileiro com ênfase em Pediatria), Ricardo Quinonez (membro do comitê executivo da seção de Pediatria Hospitalar da American Academic of Pediatrics, hospitalista e diretor de qualidade no Texas Children’s Hospital) apresentará o modelo para profissionais da saúde que trabalham com crianças hospitalizadas, para aqueles que cuidam de adultos e perderam outras possibilidades e para gestores hospitalares e lideranças do setor. A apresentação de Quinonez será seguida por debate com brasileiros e tradução simultânea.

Em uma das outras apresentações, Geeta Singhal (USA) abordará Diagnostic Errors. É um assunto de grande importância no campo da segurança do paciente. Erros diagnósticos corresponderam a 17% dos eventos adversos relatados no clássico Harvard Medical Practice Study. No entanto, costumam ser neglicenciados por quem discute profissionalmente segurança do paciente. Até mesmo no balizador relatório do Institute of Medicine, To Err Is Human: Building a Safer Health System (1999), “medication errors” aparece 70 vezes, enquanto “diagnostic errors” apenas duas. Segundo Robert Wachter, especialista em segurança do paciente e MH, alguns fatos explicam isto: 1. Outros tipos de erros podem causar dano irreparável ou morte prontamente, enquanto erros diagnósticos podem não matar por dias (como no caso da demora em diagnosticar uma meningite) ou anos (câncer). Assim como estabelecer o nexo causal é mais complexo. 2. Não ganham tanta repercussão na mídia. 3. É mais difícil interceptar, mensurar e avaliar erros diagnósticos do que vários outros. 4. Não há tantas soluções disponíveis para lidar com eles ou não são tão simples como os “bundles” para prevenir pneumonia associada à ventilação mecânica ou infecções relacionadas a cateteres.

Considerando ter sido How Doctors Think (2007) um best-seller, conclui-se que há interesse atual pelo tema (raciocínio clínico e erros diagnósticos). Para torná-lo mais forte no campo da segurança do paciente, pareciam faltar justamente pessoas como Jerome Groopman (autor do livro) e Geeta Singhal, que tem palestrado em vários eventos nos EUA sobre o assunto, o tornando mais prático e aplicável para profissionais da saúde.
 
Geeta Singhal falará ainda de outra de suas paixões: Patient and Family Centered Rounds. Há dois grupos norte-americanos atualmente fortes nesta discussão: do Cincinnati Children’s Hospital Medical Center e do Texas Children’s Hospital, onde Singhal é chefe do departamento de Pediatria Hospitalar. Este pessoal lá tem dado oficinas por todo território nacional. Participei de uma específica para quem cuida de adultos em enfermarias no último congresso da Society of Hospital Medicine – orientada por médicos pediatras. Trata-se, portanto, de atividade transdisciplinar, e aguardamos em Porto Alegre todos aqueles interessados em melhorar o trabalho em equipe nos hospitais, sejam pediatras, clínicos de adultos, enfermeiros e demais profissionais da saúde.
 
Informações adicionais através de http://www.amrigs.org.br/pediatria
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