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Parâmetros na utilização de um exame laboratorial

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 Segundo Michael Porter, a competição em nosso setor deve ser baseada na geração de valor ao paciente e ter como base a busca por resultados em saúde. Em sua definição de parâmetros que demonstrem os resultados obtidos, temos pelo menos quatro que possuem influência direta da medicina laboratorial, são eles: a detecção precoce, o diagnóstico correto, a velocidade entre diagnóstico e tratamento e um menor número de erros e repetições. Somam-se a estes fatores, na busca incessante por melhor relação custo benefício (levando-se em conta a conversão para unidade monetária), a maior utilização dos serviços de saúde pautados pelo envelhecimento da população, aumento do número de pacientes com doenças crônicas, necessidade de absorção de novas tecnologias, entre outros. A relação custo efetividade – considerando uma unidade monetária por uma unidade física, como anos de vida salvos ou complicações prevenidas – de um teste laboratorial deve ser pautada na disponibilidade de uma informação que possua impacto no desfecho ou decisão clínica, isto é, as características do exame devem prever a habilidade de detecção (ou exclusão) de uma condição ou hipótese previamente definida (alvo), a possibilidade de redução de mortalidade ou morbidade ou impacto na qualidade de vida, a detecção precoce de condições de prevalência significativas (rastreamentos) e possuir sua validação em três diferentes níveis: Validação Analítica, Validação Clínica e Utilidade Clínica. (American Clinical Laboratory Association). Na análise de custo efetividade de um exame laboratorial deve-se englobar a perspectiva médica (assistencial), do paciente, da fonte pagadora e da sociedade. Em recente artigo publicado no New England Journal of Medicine, Porter acrescenta que em qualquer setor, a melhoria em desempenho depende de uma meta que alinhe interesses e atividades de todas as partes relacionadas (stakeholders). Com o grande avanço tecnológico em saúde resultando em novas metodologias e tipos de exames disponíveis, a racionalização da utilização (e inserção em rotina) destes procedimentos torna-se fundamental, ainda mais em ambientes econômicos com a necessidade de priorização.  Segundo Hernadez, JS. (Arch Pathol Lab Med v. 127, 2003) citando o modelo proposto por Pfister, J.; a seleção apropriada para o uso de um teste laboratorial deve conter 3 dimensões com intersecções entre elas, da seguinte forma:  Este modelo deixa clara a amplitude da análise necessária para utilização de um exame laboratorial, levando em conta as questões analíticas (desempenho do teste), as econômicas (custos) e epidemiológicas. De todos os exemplos demonstrados acima, destacamos um alinhamento importante àqueles quatro parâmetros de Porter, influenciados pela medicina laboratorial; como mensuração de qualidade, tempo e velocidade, o contexto da doença e necessidades e complexidades pré-analíticas e analíticas para menor número de erros e repetições.   Segundo relatório da ACLA (American Clinical Laboratory Association) a indústria da saúde vêm aumentando o uso de informações e dados laboratoriais como indicadores objetivos e científicos na mensuração de desempenho e resultados em saúde. Para Boussuyt et al. (Clin Chem v.53 n.10, 2007) a custo efetividade em medicina laboratorial aumentará em importância, com base em sistemas de suporte a decisão, auxiliando os médicos assistentes na solicitação e utilização dos exames laboratoriais de forma mais eficiente, reduzindo custos e investigações de menor valor agregado.

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