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Os jovens esperam muito mais dos provedores de Saúde [Infográfico]

Créditos: shutterstock
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Ontem estive no Social Media Week SP falando sobre Saúde Digital para um público formado por jovens interessados em novas formas de se relacionar com o setor de Saúde e com a própria saúde. Há pouco tempo atrás essa situação era impensável. Há cinco anos esse tema simplesmente não entraria na agenda de um evento como esse.

Pelo que pude notar, entretanto, estamos finalmente virando a página de uma época em que essa nova realidade era discutida apenas em fóruns criados para empresas de saúde, associações médicas e fornecedores de tecnologia. Isso faz todo o sentido – afinal Saúde é um assunto que deve preocupar a todos.

Mas o que pude notar ontem, ali no olho do furacão das gerações Z e Millenium, é que uma pessoa na faixa dos 20 anos de idade espera hoje muito, mas muito mais de seus provedores de saúde do que nós chegamos a esperar há 10 ou 20 anos atrás quando tínhamos a idade deles.

Isso é um desafio que deve ser endereçado de forma responsável, até porque – dentro de 10 anos – eles representarão a maior fatia do mercado de Saúde.

Obviamente que eles não estão muito preocupados com o que as instituições dizem que pode ou não pode ser feito, até porque a preocupação deles é simplesmente saber se as coisas funcionam ou não funcionam. “Conflitos de interesse não é um problema nosso”- uma menina me falou. Não dá para dizer que ela está errada.

Enquanto eu apresentava alguns cases de soluções já em uso nos EUA, muitos daquela plateia abriam seus notebooks, tablets e smartphones e – enquanto eu falava – surfavam atrás de informações adicionais (lógico, eles são autodidatas e dominam a arte de encontrar informação depois de receber um estímulo).

Mas naquela altura o que foi frustrante para muitos era descobrir que nas App Stores brasileiras aqueles aplicativos ainda não estavam disponíveis. Assim como no e-commerce nacional não era possível comprar muitos daqueles sensores e wearables devices. Da mesma forma que na “nossa internet” não haviam aquelas redes sociais, aquelas ferramentas de diagnóstico, aqueles conteúdos fantásticos…

Sim. Muita coisa mudou até aqui. Hoje a jornada de um paciente no setor de Saúde já está intimamente vinculada à internet como conhecemos atualmente. O infográfico que trouxe essa semana serve para ilustrar essa realidade.

O comportamento de uma boa parte dos brasileiros com relação ao uso de mecanismos de busca, mídias sociais, ferramentas de localização etc para fins de saúde deve ser muito parecido com o de um americano médio – infelizmente não temos boas pesquisas por aqui para fazer essa comparação de forma assertiva.

Mas o fato é que quando falamos sobre a internet de amanhã, a internet de todas as coisas, a internet dos sensores, dos vestíveis, do big data etc aí nós temos que apertar o passo se não quisermos ficar, mais do que atrasados, ultrapassados para grande parte dos consumidores de saúde nos próximos anos.

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