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Os 2 piores tipos de hospitais para trabalhar a receita

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Todos conhecem o prêmio de melhor empresa para trabalhar. Não vamos aqui fazer apologia do caos criando uma lista “de ponta cabeça”. Não se trata de avaliar clima organizacional.

Nos cursos do Modelo GFACH discutimos a complexidade das regras de financiamento hospitalar, da dificuldade de realizar a receita nos diversos “cantos hospitalares” em que ela se origina, e da “relação conflitante” com as fontes pagadoras e parceiros comerciais.

Nos cursos do Modelo GCST discutimos como o hospital se diferencia das demais empresas porque são milhares de produtos diferentes para estimar custo e calcular a margem de contribuição.

E chegamos à conclusão da razão pela qual os gestores comerciais, de faturamento e de auditoria hospitalar não usam uma simples calculadora como acontece nos demais segmentos de mercado – são obrigados a usar Excel “como gente grande” !!!

Neste cenário também concluímos que quando você deixa de trabalhar em um hospital e vai para outro a primeira coisa a fazer é se perguntar: onde está, quem são os mantenedores deste hospital, o que esperam de mim, como este hospital se sustenta “no meio da bagunça do sistema de financiamento da saúde no Brasil” ?

Então, não em função de clima organizacional “ou coisa que o valha”, mas em função da complexidade que envolve o relacionamento comercial com as fontes pagadoras e parceiros comerciais – em função da complexidade das regras e práticas do sus e da Saúde Suplementar – e em função da mantenedora e seus interesses … fazemos uma lista dizendo aos alunos: se tiver que escolher um hospital para trabalhar nesta área, pense bem !!!

Primeiro

Se tiver opção, fuja dos hospitais públicos com Porta 2. Aqueles que atendem na maioria SUS, e reserva uma minoria do volume para Saúde Suplementar. Se você “cair” num hospital destes vai ter que dominar tanto as regras do SUS quanto da Saúde Suplementar. Conheço milhares de especialistas em uma e outra coisa (SUS ou Saúde Suplementar), alguns brilhantes (fora da média). Pois bem, mesmo os brilhantes em SUS não dominam completamente o sistema SUS, e mesmo os brilhantes em Saúde Suplementar não dominam completamente a Saúde Suplementar – então: você está preparado para ter que conhecer bem os dois sistemas ?

Diferente dos hospitais benemerentes que atendem os 2 sistemas (por exemplo, as Santas Casas), o hospital público de porta 2 geralmente não possui estrutura profissional especializada para lidar com isso.

Se este hospital for geral (não especializado) trabalhar pacotes na Saúde Suplementar é praticamente proibitivo: as informações fluem neste tipo de hospital como “balas perdidas” – você sabe que existem, não chegam a você, e você “dá até Graças a Deus” por não vê-las.

Se estiver em um hospital destes, como se diz em lá em Natal, “vai ser com emoção” !

Segundo

Outro hospital muito difícil é o hospital de rede própria que atende outras operadoras. Por exemplos: hospital de uma operadora que atende demais operadoras.

Nestes é bem provável que vai lidar apenas com Saúde Suplementar, e vai lidar com ela da mesma forma que os demais hospitais … não é esse o problema.

O problema é que um hospital de rede própria fundamentalmente existe para reduzir custo da mantenedora, caso contrário a mantenedora compraria o serviço no mercado ao invés de operar um hospital.

Se o hospital só atende a própria mantenedora o relacionamento com médicos e parceiros se baseia puramente na eficiência, e o médico (por exemplo) é um funcionário como outro qualquer. Mas se atende outras operadoras se obriga ao enquadramento nas regras comuns de mercado: deve tratar o médico como parceiro e não como funcionário e a eficiência geralmente não está na lista das prioridades.

Olhando para as contas hospitalares deste hospital: nos atendimentos que ele faz para a própria operadora pode falhar um pouco na composição, e pode ser objeto de uma auditoria “um pouco mais frouxa”. Mas nos atendimentos que ele faz para as demais operadoras a falha de faturamento é imperdoável, e o processo de auditoria “é o inferno que todos conhecemos”.

Trabalhar custos e pacotes neste tipo de hospital é complicado porque dependendo de quem é o cliente do atendimento segue protocolo rígido, ou “sem protocolo algum”.

Então se estiver neste tipo de hospital, a gestão comercial, de faturamento e de auditoria, ora é de uma forma, ora é de outra, dependendo de quem paga a conta. Acho que não necessito dizer o quanto isso é “danoso” para quem trabalha nestas áreas !!!

Vamos parar nestes dois para não nos alongarmos muito. Posso dizer que o hospital menos complicado que existe é o particular, de rede própria, que só atende pacientes da mantenedora, é especializado, e só tem internação clínica – sem pronto socorro, SADT aberto, ambulatório, etc. Não quer dizer que seja fácil – se estiver em um desses e reclamar que “tem que matar um leão por dia”, considere que nos que citei acima se tiver muita sorte “escapa de um leão por dia”.

Quero lembrar que nos sites dos modelos GFACH e GCST existe vasto material sobre estes temas, e os diferentes tipos de hospitais que existem, inclusive com a possibilidade de baixar gratuitamente livro, slides de curso, exercícios e simulados de provas de proficiência – não é necessário login, senha, etc … basta entrar e fazer o download.

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