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O que podemos aprender com o Imperador?

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                      Por volta do ano 62 A.C, o futuro ditador romano Júlio César havia se casado com a bela Pompéia Sula, cujos laços de matrimônio com o então sacerdote supremo, obrigavam-na a ser organizadora e anfitriã de uma série de eventos sagrados, dentro os quais a Bona Dea, uma espécie de festa dedicada a Baco, com participação restrita ao sexo feminino.           Ocorre que o jovem Publius Clodius, apaixonado por Pompéia e disfarçado de tocadora de lira (você não leu errado), sorrateiramente ingressou no ritual, sendo descoberto e delatado por Aurélia, mãe de Júlio César.Tão logo o fato se espalhou por Roma, Publius foi acusado de sacrilégio (lembre-se que a festa tinha cunho religioso).              Pelo lado de César, os indícios de que sua esposa não havia sido molestada durante a invasão não foram suficientes para que este solicitasse imediatamente o envio de uma ordem de divórcio à Pompéia.             Quando foi chamado ao tribunal do Senado como testemunha de acusação contra Publius, César respondeu que não tinha evidências sobre o suposto sacrilégio.Sendo assim, espantados, os senadores o questionaram sobre o motivo de seu divórcio com Pompéia. Foi então, que César proferiu a célebre frase: ?A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita”.Com o tempo, e algumas modificações, chegou-se a ?A mulher de César, além de honesta, deve parecer honesta?. E este provérbio passou a ser lembrado sempre que tratamos da postura ética dos profissionais de Compras.               Muito mais do que em outros setores, os agentes envolvidos nas aquisições corporativas têm como norma necessária de conduta demonstrar a transparência de seus atos, tendo em vista não só seu compromisso com a instituição que o abriga, mas também com a imagem de honestidade que deve ser continuamente projetada, dado o senso comum distorcido sobre a profissão. Percebam que qualquer tipo de acusação para a maior parte dos profissionais de outras áreas requer algum tipo de prova. Para o profissional de Compras, a simples existência da dúvida já é suficiente para desqualificá-lo.Quando estamos atuando em uma empresa, alugamos nossas competências, habilidades e conhecimentos para os empregadores. Entretanto, a imagem do comprador é algo que continua pertencendo exclusivamente a ele, independentemente de seu local de trabalho, de pressões externas ou do ambiente.Um comportamento que não só mantém os mais altos padrões práticos de ética, mas que também externe e propague esta referência para o mercado e colegas de trabalho é , mais do que uma requisito para o cargo, um compromisso do profissional no zelo pela classe que escolheu para chamar de sua.É óbvio que uma conduta correta é exigível no nosso convívio amplo com amigos, famílias e sociedade. Mas para compradores, além de uma consciência tranqüila, é preciso demonstrar, a cada dia, que a tocadora lira não teve sucesso.

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