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O Passado, o Presente, uma Porta Amarelada e uma Revelação

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Olhar para o passado do mundo corporativo é um exercício interessante. Conseguimos identificar previsões catastróficas que não se realizaram (o fim do emprego como o conhecemos, por exemplo), mudanças que ocorreram de uma forma muito mais rápida e profunda do que imaginávamos (as comunidades virtuais, o e-mail, etc.) e transformações no ambiente de trabalho que para os profissionais da década de 60 pareceriam uma total anarquia ou loucura.

E, quando mergulhamos neste processo de visualizar o universo pelo retrovisor, é bastante natural que identifiquemos, sob nossa ótica particular, fatores ou situações que são melhores quando vistas pelo espelho.

O homem adulto de hoje, certamente, atestará que brincar na rua era mais construtivo e divertido que um joystick. A mulher poderá afirmar que namorar mais tarde permitia a ela vivenciar por mais tempo a infância. O professor poderá protestar que a escola
de ontem era superior à atual e até o mecânico poderá dizer que bom mesmo era o Opalão 6 cilindros.

Agora, se você é um empresário moderno, o que deve mesmo lhe trazer lágrimas aos olhos é lembrar como se formavam os preços de venda no passado. Era algo mais ou menos assim: Se o seu produto tinha um custo de R$ 10,00 e você queria uma lucratividade de outros R$ 10,00, bastava aplicar um mark-up de 100%  e vender seu produto a R$ 20,00.  Se a fase andava meio ruim, era só aumentar um pouquinho mais e começar a vender a R$ 21,00, talvez R$ 22,00…Afinal, se sua
equipe de vendas fosse muito bem treinada e persuasiva, o cliente acabava comprando de qualquer jeito.

Aí começaram a inventar este negócio de globalização, competitividade, fazer mais e melhor com menos, entre outros ?absurdos?, para que sua força de vendas começasse a retornar de mãos vazias, dizendo que o consumidor não aceitava pagar mais do que R$ 15,00 por seus produtos, exigindo, ainda por cima, a mesma qualidade
oferecida pelos concorrentes.

Quando você tirou sua calculadora da gaveta e percebeu que para manter aqueles mesmos R$ 10,00 de lucro, seu custo não poderia ser superior a R$ 5,00, começou a caminhar desesperado pela empresa, pensando em margem (quanto me sobra) e não mais em mark up (quanto acrescento).

Após algumas horas perambulando pelas instalações, você se viu  em um corredor no qual nunca havia estado. Ao fundo havia uma porta amarelada, com dobradiças enferrujadas e uma pequena placa contendo palavras quase ilegíveis. Você começou a se aproximar e, a cada passo dado, a cada letra compreendida, seu espírito parecia se renovar.

Lá poderia estar escrito ?a sobrevivência da empresa?. Mas, o que você leu naquele dia foi ?Departamento de Compras?.

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