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O jogo mudou

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Os profissionais que acompanham a evolução da área regulatória no mundo já perceberam que o cenário não é mais o mesmo de tempos atrás.

Países sem nenhuma tradição regulatória iniciam seus trabalhos nessa área e outros, já tradicionais, impõem novas regulamentações.

Com o Brasil não tem sido diferente. A ANVISA segue com uma série de Consultas Públicas e publicações de novas regulamentações, seja para complementar assuntos já tratados pela Agência, seja para abordar novos temas.

E a conseqüência natural disso é uma mudança estratégica no cenário regulatório local e mundial, no qual as empresas, os prestadores de serviços e os pacientes encontram-se inseridos. Essas mudanças obrigam aos participantes, em especial os Agentes Regulados, a uma mudança de postura em relação a como devam encarar e quais vantagens possam tirar desse novo momento regulatório.

Em outras palavras, o jogo mudou. Acostumados a um certo grau de risco, agora os Agentes Regulados devem se esforçar em entender mais e melhor cada lei, portaria, resolução e até mesmo as consultas públicas, além das normas acessórias, ou seja, aquelas que exigem novos tratamentos aos produtos objeto de registro na ANVISA (aprovação de modelo de luvas descartáveis, pelo INMETRO, ou certificação de conformidade para produtos eletromédicos, por exemplo).

Não resta dúvida que o profisional regulatório terá presença cada vez mais marcante dentro das empresas, desde a concepção dos produtos, até a participação nos projetos de marketing e vendas dos produtos, uma vez que os limites estão se estreitando e que caberá à esses profissionais colocar suas empresas em posição de vantagem competitiva.

Enfim, a tática de correr riscos já não cabe mais dentro do cenário atual e, engana-se profundamente, quem pensa que no futuro de curto ou médio prazo, tais limites regulatórios poderão ser afrouxados: este é um caminho sem volta.

A lição de momento é aprender a interpretar os marcos regulatórios e tirar o máximo de vantagem em relação à concorrência. Enfim, trocou-se o risco pela estratégia. Parafraseando o Professor de Estratégia Marcelo Almeida Magalhães, da Fundação Getúlio Vargas, o jogo mudou de pôquer para xadrez.

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