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O futuro chegou: 10 Tendências do mercado de saúde (Parte 1)

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“The future starts today, not tomorrow.” Papa João Paulo II

Em 2016 a inovação tecnológica, antes somente projetada futuramente, mostra avanços expressivos no setor de desenvolvimento em saúde via online. A integração médico-paciente, a facilitação do acompanhamento de doentes e a administração de medicamentos passam a ter acessibilidade quase ilimitada via rede e alimentação por um imenso banco de dados que abrange quase todas as possibilidades existentes solicitadas.

A interação paciente e serviços de forma não presencial eficiente fica cada vez mais próxima da realidade. A valorização da coleta e análise de dados vem criando nos últimos anos um imensurável banco de dados cumulativo, que permite um melhor estudo da saúde como mercado e segue com propostas minimamente mensuradas com grandes probabilidades de sucesso.

A busca pelo desenvolvimento de novas vias de atendimento facilitadas e menos custosas às grandes operadoras e até às clínicas e hospitais tem sido constante. Para aperfeiçoar serviços e reduzir valores, a alternativa surge em investimentos nos antes marginalizados setores de TI e na busca de parcerias ou mesmo fusões que promovam bases mais sólidas e serviços mais diversificados.

Enquanto isso, a emergência de novas propostas relacionadas à área de saúde americana, graças ao conturbado período de eleições, que se segue, deixa-nos às margens de um futuro incerto, mas promissor.

Como ferramenta demonstrativa das estratégias utilizadas para prosperar nesse grande mercado, o balanço realizado em 2015 pelo Health Research Institute da PwC nos permite prever com certa segurança as 10 tendências para esse ano:

1 – Mania de parcerias: na primeira metade do ano de 2015 mais de 400 bilhões de dólares em acordos haviam sido efetuados, quebrando recordes em relação a valores do mesmo período em 2014. Já no segundo semestre, houve foco na elaboração de grandes acordos para fusões de operadoras americanas, e caso as negociações em andamento sejam concretizadas, as perspectivas são para que haja domínio do seguimento por somente três dessas instituições até 2017.

Este ano parece seguir sobre os mesmos trilhos; em busca da criação de um monopólio, consolidação do logo, e expansão e ramificação de serviços e locais, operadoras e seguradoras têm buscado parcerias com objetivo de aumento da lucratividade e melhora do atendimento aos pacientes. Porém, há a resalva da associação da marca a serviços de menor qualidade, já que diferentes empresas não conseguem manter uma total uniformidade entre si. Mesmo assim, o mercado de parcerias tem se mostrado amplamente vantajoso, expandindo-se para clínicas e hospitais, que unem forças para obter uma maior área de abrangência ligada a somente um logo.

A união faz da marca mais significativa e adquire maior procura e cofiabilidade dos pacientes. As indústrias farmacêuticas aderem a tendência se unindo majoritariamente a outros seguimentos para promover a maior aderência aos medicamentos agregando os chamados produtos “beyond-the-pill” (”além da pílula” em tradução literal), que unem tecnologia e necessidade dos compradores em setores como vendas de medicamentos via rede, renovação de prescrições, acompanhamento de pacientes que utilizam de certa medicação, entre outros.

2- Custos e não valores: o cada vez mais frustrante cenário protagonizado pelos pacientes que necessitam de medicamentos de alto custo e não tem condições de pagar pelos tratamentos e procedimentos vem entrando em colapso. Medidas governamentais vêm sido adotadas a favor da redução do valor de remédios e mais propostas vêm a tona nesse ano eleitoral americano, amedrontando indústrias farmacêuticas e ameaçando tornar insustentável a produção de certos medicamentos que possuem grande numero de variáveis que encarecem seu valor final, em exemplo é a própria patente, extremamente polêmica e resistente no sistema de saúde americano.

O aumento dos preços sobre a inflação ocorre há anos, e torna o balanço desfavorável aos compradores que não tem acesso a justificativas tangíveis para continuar consumindo tais produtos. A chave para que o consenso seja criado entre consumidores e fabricantes é a comunicação efetiva entre eles, a tendência da produção de medicamentos cada vez mais especializados e de alto custo permanece em 2016 e cria a necessidade da indústria farmacêutica elucidar os altos custos por trás da produção de seus produtos.

Para que os pacientes não se sintam injustiçados ao gastar suas economias o valor agregado aos remédios deve ter um conjunto de valor agregado a um logo de confiança, e bancos de dados que demonstrem a efetividade daquele sobre os demais. Uma fórmula para o cálculo dos preços deve ser então criada: eles devem ser baseados em resultados clínicos, impacto econômico, efetividade comparativa, entre outros eventos que impactam diretamente a demanda, e , assim, diferenciar casos onde o valor do medicamento deve ser priorizado no cálculo ( menores valores finais porém tem maior parcela de valor agregado por logo e outros fatores ) , e quando o custo deve ser levado em conta ( medicamentos de alto custo cada vez mais presentes que são impagáveis se agregados a muito valor).

3- Acessibilidade ilimitada: as demandas da sociedade moderna cosmopolita incluem cada vez mais a necessidade de dispositivos chamados “anytime anywhere”, a acessibilidade já permitida por conexão à internet sem fio disponível para grande parte da população urbana deve ser agregada também aos dispositivos de saúde. Esse ano o uso de dispositivos móveis já difundidos como tablets e smartphones e de outros específicos para a área da saúde terá grande maximização. A explicação para esse fenômeno se deve a recente imersão de seguradoras, operadoras e indústrias farmacêuticas no mundo da acessibilidade e conectividade em saúde, além da difusão dos aplicativos ligados à área, que duplicou nos últimos dois anos.

A possibilidade de um amplo levantamento de dados é combinada a  redução de custos por acompanhamento de pacientes de risco a longo termo, a menor necessidade de ocupar leitos; é a nova geração dos “bedless hospitals”. A tecnologia nos oferece otimização de valores e de serviços concomitantemente, o que atrai todos os setores do mercado da saúde.

4 – Ameaça virtual: o preço a pagar pela aparentemente sem falhas tecnologia pode ser alto, como qualquer dispositivo conectado à rede, os sistemas de saúde estão sob ameaça de invasão de hackers e criminosos. Como a execução ainda é precoce, sua interface ainda se localiza fundida à dos sistemas hospitalares, o que facilita muito a invasão dos dispositivos interligados via conexão sem fio.

Além disso, bancos de dados com valor comercial também encontram-se vinculados a esse mesmo sistema, podendo gerar prejuízos milionários e dados irreparáveis a reputação da empresa que presta o serviço. Com estratégias de proteção insuficientes, o consumidor fica receoso de optar pelo acompanhamento via online para patologias mais sérias e o ciclo antes harmônico de benefícios para o paciente e a indústria é quebrado.

Em 2015 houve o primeiro alarme governamental de que dispositivos controlados via sem fio podiam estar sob ameaça, e esse ano não será diferente. Quanto maior a difusão e o capital investido no desenvolvimento na tecnologia portátil de saúde, maior será o número de pessoas interessadas em invadir o sistema e, até mesmo, causar danos letais a saúde das pessoas que utilizam esses dispositivos.

5 – Novos financiamentos: Diante de planos de saúde com preços e adesões insustentáveis, despesas quilométricas com medicamentos e internações, e procedimentos hospitalares a preço de ouro, o mercado americano vem reagindo com uma nova proposta para o financiamento em saúde que se tornará ainda mais significativa em 2016.

Um novo programa de benefícios e custeios na área é vinculado a programas de metas e consumo de diferentes empresas, possibilitando que o cliente, majoritariamente público jovem, “ganhe” pontos quando realizar atividades propostas por aquelas que oferecem o programa, como o Hancock Vitality Program e o Walgreens’ Balance Rewards, ambos criados em 2015.

Atingindo metas de comportamento saudável, utilizando o cartão da empresa, investindo em fundos de poupança para gastos em saúde, entre outras atividades, o paciente acumula benefícios e de forma indireta demonstra para a empresa sua custo-efetividade. Realizando um balanço de custeio total de procedimentos àqueles menos custosos e de custeio parcial daqueles que mais utilizam o serviço, é possível criar um sistema harmônico entre gastos e serviços prestados sem desagradar o paciente, que se encontra conformado sob um “sistema de recompensas”.

Na semana que vem, publicaremos a continuação da lista de tendências, não perca o final desse texto para entender melhor ainda o mercado de healthcare e as diretrizes que ele está caminhando.

 

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