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O Elo Mais Fraco da Corrente

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Quando abordamos o tema da Corrupção, em geral temos a idéia de que o corruptor é uma pessoa ou empresa sem escrúpulos, sem valores, sem princípios. Mas, temos que aprofundar um pouco mais essa análise, e o objetivo primeiro deste breve texto é exatamente a de provocar essa reflexão.

Moramos num país onde se pretende controlar tudo, como se os cidadãos fossem acéfalos e incapazes, e pouco se faz na prática. O governo adora vender a imagem de xerife da sociedade. Municípios incluem a arrecadação prevista em multas e a aplicação dessa verba em (eventuais) obras públicas.

Então, o dinheiro terá que ser arrecadado, a despeito do viés educativo e primeiro que a multa deveria ensejar. As diversas Agências publicam normas que ultrapassam o limite da lei, impondo multas aos que não cumprem essas mesmas normas. Mas, não há quem controle as Agências. As ouvidorias são surdas e as respostas vagas. As prefeituras prestam serviços de quinta categoria para os cidadãos. Tente resolver um problema no INSS: filas intermináveis e informações contrastantes. Os serviços do governo federal então, nem se fala. Cabides de empregos por todos os lados e em todos os níveis. Gente despreparada. Muitas vezes mal intencionada. Ou ninguém nunca topou com aquela situação onde se pode quebrar o galho?Outras vezes, como a própria TV tem mostrado, chega-se ao extremo do servidor público telefonar pedindo a propina.

Diante desse pântano que é o serviço público brasileiro e da necessidade das empresas e pessoas seguirem em frente num ambiente absolutamente cáustico para os negócios, fica a pergunta: aquele que paga a propina é corruptor ou vítima, considerando-se as circunstâncias?

Obviamente, não se pretende aqui justificar a ilegalidade nem a conduta aética, mas a Corrupção é um problema real. Mata pessoas, acaba com investimentos públicos, deixa crianças fora da creche e das escolas, deixa pessoas idosas sem medicamentos, acaba com as esperanças de um povo.

Triste cenário de um país onde o Presidente do STF em cumprimento ao seu papel de (bom) Juiz acaba por ser visto como herói por ter levado a cadeia quem lá deveria estar…

Bem, 2014 se aproxima e é tempo de renovar as esperanças. Que todos nós tenhamos a atitude de nos envolvermos realmente, de lutarmos por um país melhor, de expor a nossa indignação de forma clara e cobrar as ações necessárias para que as gerações futuras não sigam pagando essa conta da corrupção. Porque sem o real envolvimento da sociedade, não haverá leis que bastem.

Feliz Ano Novo a todos.

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