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O consultório na palma da mão

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O médico examina o paciente e prescreve a receita, mas ao invés de utilizar um calhamaço de papel, ele simplesmente pega seu smartphone do bolso, abre um aplicativo e registra todo o histórico do paciente e até mesmo o valor financeiro referente àquela consulta. Depois, no conforto de sua casa (ou durante uma viagem e um evento acadêmico), consegue verificar todas as informações sobre aquele atendimento pelo próprio celular. Com poucos toques, é possível analisar mais informações e até mesmo agendar um possível retorno.

A cena, impensável anos atrás, será cada vez mais comum nas clínicas e consultórios de todo o mundo graças ao avanço do conceito de mHealth. A expressão aborda o uso de dispositivos móveis na gestão de saúde, tanto na parte administrativa quanto no atendimento ao paciente. O setor acompanhou o boom dos smartphones nos últimos anos e segue em alta: este nicho deve movimentar mais de US$ 20 bilhões em 2017, de acordo com o mhealthshare. Já levantamento da Booz & Company indica que 40% dos médicos acreditam que tablets ajudam a economizar tempo em funções administrativas – o que permite dedicar mais atenção às pessoas.

Os dados reforçam a ideia de que os dispositivos móveis serão ferramentas cada vez mais importantes para os médicos e demais profissionais da saúde. Ao oferecerem uma série de benefícios em um único aparelho, esses equipamentos conseguem proporcionar benefícios para doutores e pacientes. A clínica, por exemplo, ganha espaço físico, pois os arquivos com receitas, prontuários e históricos podem ir para a nuvem. As transações financeiras ficam mais organizadas e não há o risco de perder dinheiro da consulta pelo preenchimento inadequado de relatórios de convênios. Além, é claro, de colocar o consultório no século 21 e antenado com as principais tendências tecnológicas.

Foi-se o tempo em que o médico poderia se dar ao luxo de ignorar os avanços da tecnologia e trabalhar apenas com sua reputação conquistada ao longo do tempo. Na verdade, termos como “Internet”,  “mobile” e “smartphone” devem fazer parte do vocabulário daqueles profissionais que desejam ter um bom número de clientes. Hoje, antes de marcar uma consulta para qualquer especialidade, o paciente recorre à web para descobrir clínicas e conferir o que falam nas redes sociais. Apenas quem estiver integrado com esta nova realidade vai conseguir sobreviver no futuro.

A revolução mobile mudou a forma como as pessoas se relacionam com o mundo – e atingiu também o setor de saúde. O paciente pode, e quer, receber informações sobre sua consulta e realizar agendamento de forma online e sem preocupação. Já o médico pode se beneficiar disso para otimizar sua produtividade e dedicar seu tempo naquilo que mais lhe agrada: o atendimento à população. Como se vê, o futuro já está na palma da mão. Basta pegar.

 

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