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Videocirurgia completa 20 anos no Brasil

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A prática da cirurgia por videolaparoscopia completa cerca de 20 anos no Brasil e para comemorar a data, o Hospital e Maternidade São Luiz levou ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) a exposição História da Videolaparoscopia no Brasil: Ciência, Arte e Tecnologia para mostrar o surgimento desta técnica no início do século XX, na Europa, a evolução e a introdução no Brasil, nos anos 80. A visitação ao público ficará aberta no período de 29 de junho a 3 de julho.

Cláudio Basbaum, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, foi um dos pioneiros ao trazer para o País esse método que mudou radicalmente os paradigmas da cirurgia tradicional, tornando-a menos traumática, minimizando as dores do pós-operatório e os riscos estéticos e possibilitando a alta hospitalar e o retorno às atividades mais rapidamente. “As câmeras transformaram a laparoscopia diagnóstica em um meio cirúrgico, no qual o campo operatório foi transferido para o vídeo”, explica Basbaum.

“A videolaparoscopia permitiu movimentos precisos e delicados, fazendo da cirurgia uma intervenção elegante e que não agride o paciente”.

Para as mulheres, o método significou ganho para a saúde e para a fertilidade – tanto que as primeiras operações voltavam-se ao tratamento de cistos de ovário, endometriose, gravidez tubária e miomas, entre outros casos. “A videolaparoscopia é a cirurgia do respeito à mulher e de sua integridade, pois preserva a fertilidade”, diz o ginecologista.

A segurança do procedimento é outro aspecto importante e a tecnologia é uma grande aliada, uma vez que são utilizados equipamentos altamente avançados, como câmeras de alta resolução, que aumentam em até 20 vezes a imagem da região a ser operada, e iluminação potente, de aproximadamente 400 W. “Rastreamos a cavidade abdominal com um periscópio e uma câmera espiã por meio de uma abertura de apenas cinco milímetros, o que é minimamente invasivo”, explica o médico.


O método no Brasil

O contato do ginecologista brasileiro com a óptica laparoscópica aconteceu em 1963, quando o recém-formado pela Universidade do Recife viu pela primeira vez uma intervenção do gênero. Estimulado pela busca de aprendizado, viajou a Paris e estagiou com Raoul Palmer, francês que é considerado o pai da técnica, três anos depois.

Ao retornar ao Brasil em 1967, Basbaum traz os primeiros equipamentos e realiza as intervenções ginecológicas. Nos anos 70, a diretoria do Hospital e Maternidade São Luiz o convida para ampliar sua área de atuação na instituição, preparando o espaço para a realização de futuras cirurgias.

Exposição no Masp conta a história da videolaparoscopia

No País, a trajetória foi impulsionada por médicos comprometidos com o avanço da medicina, como o ginecologista Cláudio Basbaum. Com patrocínio da J&J Medical Brasil, da Strattner e apoio da Samsung, essa mostra retrata o pioneirismo do São Luiz ao realizar, na década de 80, as primeiras videocirurgias voltadas à Ginecologia para o tratamento. Para ilustrar o avanço tecnológico, fotografias e equipamentos ajudarão com a narrativa dos procedimentos de laparoscopia ao longo dos anos. Algumas dessas máquinas, inclusive, foram trazidas do exterior.

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