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USP inaugura laboratório de biossegurança

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Os virologistas ligados ao Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) poderão trabalhar com mais tranqüilidade e segurança em suas amostras de hantavírus, arbovírus ou do vírus do Oeste do Nilo, informa a Agência Fapesp.
Foi inaugurado hoje, no segundo andar de um dos blocos do ICB, o Laboratório Klaus Eberhard Stewien. O nome do centro de pesquisa em virologia mais moderno do País é uma homenagem ao cientista alemão naturalizado brasileiro que ajudou a controlar a paralisia infantil do lado de cá do Atlântico.
Em entrevista à revista Pesquisa FAPESP, o professor Edison Luiz Durigon, do ICB, conta que o laboratório estará em pleno funcionamento a partir de janeiro. Segundo ele, não se trabalharão com vírus exóticos, como o do Oeste do Nilo, por exemplo, antes de eles serem identificados no Brasil.
Por causa do elevado nível de segurança da sala ? apenas o famoso centro de Controle e Prevenção de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos pode ser considerado superior ?, os cientistas que trabalharem no local terão que cumprir um ritual de dez minutos ao entrar e sair da sala. Apenas seis terão o cartão eletrônico com a senha de acesso. As paredes ao redor da sala apresentam meio metro de largura.
A construção do laboratório na USP é apenas o primeiro de vários outros que serão montados no Brasil. Apenas no Estado de São Paulo mais três deverão ser inaugurados até o fim de 2004. Todos serão usados pela Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN), um Programa de Inovação Tecnológica da Fapesp criado no final de 2000.
Também até o fim de 2004, outros laboratórios ultra-seguros devem entrar em operação nas cidades de Brasília, Fortaleza, Manaus, Salvador, Recife e Porto Alegre. Os outros três de São Paulo serão montados em Ribeirão Preto (USP), São José do Rio Preto (Universidade Estadual Paulista) e no Instituto Adolfo Lutz, na capital paulista.

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