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Unimed-BH: da assistência ao teatro

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Mais do que inaugurar um espaço nobre dedicado às artes cênicas e à música dentro do Parque Municipal de Belo Horizonte, importante ponto turístico e de lazer, o Teatro Francisco Nunes foi responsável por colocar a capital mineira no mapa cultural brasileiro (e mundial). Desde 1950, quando foi inaugurado, grandes artistas, companhias e orquestras passaram a incluir o espaço em seus calendários.


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Considerado patrimônio da cidade e cravado entre quase 180 mil metros quadrados de vegetação, o Francisco Nunes – nome que homenageia o clarinetista e maestro mineiro que viveu entre 1875 e 1934 – não estava exatamente no esplendor quando foi fechado por causa de problemas estruturais em 2009. Em processo de degradação desde a década de 1980, o teatro começou a ser inteiramente revitalizado em 2013 pela Unimed-BH – cuja sede, aliás, fica a pouco mais de 20 minutos de caminhada, no centro da mesma Belo Horizonte.

Planejamento e execução das obras consumiram cerca de R$ 11 milhões, e incluíram melhorias que vão da troca dos sistemas de som e iluminação, cadeiras e ar-condicionado, até um palco totalmente novo. A sala de aquecimento para os artistas e os camarins, a bilheteria, os banheiros, a lanchonete e a cozinha também foram reformados.

A área externa também foi contemplada: o jardim lateral foi revitalizado, salas para a administração construídas. Os mosaicos da lateral do teatro e dos barrados em pedra bruta foram restaurados.

“A Unimed-BH decidiu restaurar e modernizar o Francisco Nunes por acreditar que esse espaço faz parte da história e da identidade de Belo Horizonte”, explica o diretor-presidente da cooperativa, Samuel Flam. “Consideramos que o acesso à cultura é um elemento essencial para a saúde.”

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A ação integra o Programa de Responsabilidade Social Cooperativista, que busca, entre outras coisas, preservar espaços e bens culturais. A iniciativa tomou corpo por meio de uma parceria firmada entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a cooperativa, dentro do projeto Adote um Bem Cultural. A ideia é estimular parcerias entre poder público e privado para restaurar e conservar bens culturais do município.

“A Unimed-BH desenvolve, desde 2011, um plano diretor de investimentos que prevê a construção de novas unidades assistenciais. Tivemos a ideia de reunir as contrapartidas que seriam pontuais em uma obra única, mais significativa para a cidade e seus moradores”, conta Flam sobre a ideia apresentada à prefeitura. Além de beneficiar a população, o investimento integra o conjunto de pré-requisitos para obtenção de novas licenças e alvarás para a ampliação da rede de serviços próprios da cooperativa.

O projeto foi gerenciado pelo escritório de projetos da gestão do plano diretor de obras da Unimed-BH, mas efetivamente conduzido por uma empresa especializada em restaurações, a Lazuli Arquitetura. Raul Belém Machado, famoso cenógrafo e arquiteto mineiro falecido em 2012, foi o responsável pelo projeto – que ele não teve tempo de ver pronto.

Devido às regras bastante específicas previstas para a restauração de um patrimônio histórico tombado, como é o caso do Teatro Francisco Nunes, foram grandes os desafios a serem superados, o que gerou um atraso de cerca de quatro meses nas obras.

“Reformas sempre são cheias de surpresas, por mais que haja estudo e planejamento”, pondera Samuel Flam. O projeto inicial sofreu adequações para superar obstáculos descobertos durante o trabalho, o que “tornou o prazo ainda mais exíguo e desafiador”.

O Chico Nunes foi reinaugurado com capacidade para 543 lugares e em meio à grande expectativa, conta o diretor-presidente. Mesmo antes da entrega oficial do espaço reformado, ele já estava inserido na programação do Festival Internacional de Teatro. Seis dias após a reinauguração, recebeu uma apresentação teatral.

*Essa reportagem faz parte do estudo “Referências da Saúde 2014”, da revista Saúde Business. Para ler na íntegra a revista, CLIQUE AQUI
       
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