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Unidade de atenção à saúde do servidor será inaugurada

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Os servidores públicos de seis órgãos federais no Rio de Janeiro contarão, a partir da semana que vem, com um posto do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass). A unidade vai funcionar nas instalações da Divisão de Saúde do Trabalhador, no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Ilha do Fundão.

De acordo com o Ministério do Planejamento, que coordena a implantação dos postos do Siass, serão oferecidos no local serviços de prevenção, promoção e acompanhamento da saúde e perícia oficial.
A iniciativa faz parte de um convênio que será assinado no próximo dia 5 entre a UFRJ, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a Receita Federal, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e o Instituto de Engenharia Nucelar (IEN).
A unidade na UFRJ será a 17ª no país e faz parte dos esforços do governo federal para melhorar o sistema de vigilância das condições da saúde dos servidores e de seu ambiente de trabalho. Ao todo, há no Brasil aproximadamente 2 milhões de servidores públicos federais.
De acordo com o pró-reitor de Pessoal da UFRJ, Luiz Afonso Mariz, com as informações dos atendimentos será possível, no futuro, traçar um perfil da saúde do servidor e das suas condições de trabalho.
“Com isso, os órgãos públicos poderão direcionar melhor as políticas de promoção à saúde para os funcionários, implementando novas estratégias e aumentando a sua eficácia, e ainda gerando economia aos cofres públicos, já que será possível, por exemplo, prevenir as doenças que causam afastamentos.”
A unidade do Siass no campus da UFRJ tem capacidade para atender, inicialmente, 12 mil pessoas. No local, já são atendidos apenas os servidores da UFRJ. Segundo Mariz, o Ministério do Planejamento repassará R$ 3 milhões que serão destinados a uma futura ampliação das instalações.
Ele acrescentou que os servidores dos órgãos conveniados também poderão realizar no local os exames periódicos, que também ajudam a acompanhar o estado de saúde dos trabalhadores.
Segundo a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), a saúde ocupacional representa uma das principais preocupações da entidade. De acordo com a entidade, há crescimento nos níveis de estresse, suicídio, alcoolismo e outras doenças relacionadas ao trabalho, mas o tratamento correto desses problemas é dificultado pela falta de estatísticas nacionais sobre o assunto.
Para a servidora da Funasa Lúcia Pádua, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no Rio de Janeiro (Sindisprev-Rio), a unificação das informações é fundamental para resolver questões comuns no dia a dia dos profissionais. Segundo ela, o índice de afastamento no órgão em função de problemas semelhantes, como contaminação por manipulação de substâncias químicas, chega a 20%.
“Já tive problemas de pele, no couro cabeludo e de depressão. Muita gente também sofre com alcoolismo”, afirmou.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, o país não tem hoje um levantamento preciso sobre a saúde dos servidores dos órgãos federais, mas pretende reunir esses dados em um sistema próprio até o segundo semestre do ano que vem, com base nos atendimentos das unidades do Siass. A expectativa da pasta é instalar até o fim deste ano 35 unidades do Siass em todo o país.

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