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Tribunal gaúcho condena médica por morte de bebê com HIV

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A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou por unanimidade uma médica que transcreveu equivocadamente o resultado de um exame de HIV em uma paciente grávida. O Colegiado entendeu que a negligência impediu o tratamento adequado e que a mãe evitasse o contágio pela amamentação. O bebê foi contaminado e morreu.
A médica deverá pagar cem salários mínimos por dano moral à paciente. Em sua defesa, a profissional eximiu-se da culpa de erro médico e afirmou que houve apenas equívoco administrativo. Outro ponto defendido pela médica foi que o tratamento não teria efeito por se tratar de uma gestante de oito meses.
Os magistrados consideraram absurda a alegação de tratamento inócuo e condenaram a médica por oferecer obstáculo ao tratamento do bebê e por não informar a paciente sobre os riscos da doença, por causa do diagnóstico errado.
Se a mãe realizar o tratamento anti-HIV a partir da 14ª semana até o final da gestação e o bebê for medicado até a 6ª semana de vida, a chance de contágio cai para 8%.

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